
Sempre estarei com as portas abertas,
Para que se vá daqui todo o amargor
Que restaram de uma vida de desamor
Deixando essas lágrimas incertas
Povoam a tristeza as almas desertas
Que vivem imersas na falta de amor
Não têm alegria – somente rancor
Estão sempre de cinzas cobertas
Quando estão assim abertas as portas
Aos poucos na alma aparece a vontade
Por entre caminhos de tantas retortas
Que deixam sair toda essa saudade
Que me povoavam como horas mortas
E deixam enfim entrar felicidade
(Imagem: foto de Carlos Eduardo Ferreira)