Texto de Andrea Domingues – Coragem!!!

Deixar para lá não é uma forma de esquecer, mas é a forma mais inteligente de não dar tanta corda para te enrolar ainda mais…

Deixar para lá é parar no tempo e perceber que a chuva vem lavando a poeira e deixa um arco-íris no lugar…

Deixar pra lá é colocar a alma no varal e deixar o sol secar gota por gota…

E que depois, de alma lavada, na curva tem um novo horizonte…

Deixar pra lá é aceitar que até no deserto tem rosa e que é no silêncio que elas brotam mais belas…

Deixar pra lá é ter maturidade de que frutos chegam no tempo certo, não adiante espernear…

Para provar o doce, tem que desistir do amargo…

Deixar pra lá é entender que o vento é capaz de mudar a rota e que o barco também precisa do cais…

Deixar pra lá é entender que o silêncio é a melhor arma, ele envergonha os idiotas e desarma os ignorantes…

(Imagem: foto de Miguel Angelo Barbosa)

22 de maio, dia do abraço

Todos os dias, mesmo não sendo Dia do Abraço, há pessoas que eu queria tanto abraçar e delas receber um abraço. Mas aquele tipo de abraço que envolve, acarinha, aconchega, dá paz e vontade de nunca mais sair dali, de tão gostoso que é.

Pessoas que abraço sempre e gosto de abraçar. Pessoas que nunca mais abracei, mas tenho muita saudade de abraçar e ser abraçada.

Aquele momento único dentro de um abraço, quando os corações se encontram e batem dentro do mesmo compasso, dizendo um ao outro: “ estou aqui, estou com você; pode contar comigo”.

Sempre achei que o abraço foi uma das maiores descobertas – ou invenções? – da humanidade. Nada é tão confortável quanto um abraço de verdade, dado com emoção.

Onde estará o meu abraço?

Poesia da casa – Dentro do seu abraço

(Imagem Google)
Dentro do seu abraço há um mundo inteiro
Todas as luzes e todas as cores que existem
Da mais pura paz do branco ao branco-azulado, 
ao azul esverdeado alusivo a tantos mares acolhedores
Cores frias, cores quentes, tantas são as cores, 
do veemente amarelo que acende todas as outras
aos mais intensos tons da paixão do vermelho e do roxo
E o repouso do preto total e aconchegante.
Dentro do seu abraço há um mundo inteiro
Todos os sons e notas musicais que existem
Da harpa celestial dedilhada por anjos do céu
quando me recosto em você no aconchego da paz 
às melodias que cantam e choram amores idos e perdidos
 e aos mais estridentes e dissonantes acordes do rock
passando pelos convites do Bolero, tão fortes
à paixão dos acordes da Fantasia Improviso e ainda
aos mais intensos sons dos gemidos da paixão em brasa.
Dentro do seu abraço existe um mundo
Mais que apenas um simples mundo, mas muitos mundos
Mundos desconhecidos, sonhados, mundos conhecidos e vividos
da criança que um dia fomos e ainda a procuramos dentro de nós
dos jovens sonhadores esmagados pela dura realidade da vida
dos adultos que se pretendiam onipotentes e invencíveis
E hoje, já no nosso outono existencial, apenas conscientes
do nada que somos e do pouco que fizemos por nós.
Dentro do seu abraço existe um mundo
O mundo que nos resta neste final de vida
Que traz aconchego, reacende brasas adormecidas
Espalha as cinzas que cobriam o coração
E reaviva a paixão que ainda existe em nós.
Basta, para tanto, braços abertos e um sorriso verdadeiro
Que dizem: “vem” na acolhida apaixonada que
Cria todo esse mundo de encanto, que só existe
Dentro do seu abraço.

(Imagem: Pinterest)

Eu (texto anônimo)

Eu me amo, por todas as vezes que ninguém me amou…

Eu me respeito, por todas as vezes ninguém me respeitou…

Eu me aceito, por todas as vezes que as pessoas me julgaram…

Eu me abraço, por todos os abraços que eu perdi…

Eu beijo, por todos os beijos que não me deram…

Eu me sustento, por tantos momentos difíceis que passei sozinha…

Levanto, por tantas vezes que caí…

E eu me aplaudo por tantas vezes que me levantei…

E sorrio, pelas tantas vezes que chorei…

Mas, acima de tudo, me perdoo por ter acreditado que tudo o que eu precisava estava fora…

Agora eu sei que não é assim, e que em mim havia aquele amor, aquele respeito, aquela aceitação, aquele abraço e aquele beijo; aquele apoio que sempre me levantou, e aquele aplauso das minhas próprias mãos que o sorriso me devolveu…

Sim, quem eu mais precisava era sempre eu mesma, só demorei anos para perceber isso…

Anos que foram passando e que hoje estão ficando mais leves…

Porque hoje eu voltei para casa…

Hoje estou em mim…

Hoje voltei para mim…

Hoje eu vivo para mim…

Hoje eu acredito em mim…

Hoje eu me amo…

Para hoje e sempre!

(Imagem: banco de imagens google)

Memória, há 02 anos – Dicionário emocional

ADEUS: quando o coração que parte deixa metade com quem fica

AMIGO: alguém que fica para ajudar quando todos já se foram

CIÚME: quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo

CARINHO: quando não encontramos nenhuma palavra para expressar que sentimos e deixamos que as mãos falem por nós      

LEALDADE: quando se prefere morrer a trair o outro

LÁGRIMA:  quando o coração pede aos olhos que falem por ele

MÁGOA: espinho que colocamos no coração e depois esquecemos de retirar

PESSIMISMO: quando perdemos a capacidade de ver em cores

SOLIDÃO – quando estamos cercados de pessoas mas o coração não vê ninguém por perto

(desconheço a autoria)

(Imagem: foto de Carlos Eduardo Ferreira)