Poesia da casa – Na conchinha do teu abraço (memória)

Entre a paz e o desespero,
a ordem e o caos
Entre todas as forças,
centrífugas e centrípetas,
Estáticas e dinâmicas,
elétricas e magnéticas,
Entre todas as formas,
côncavas e convexas,
Esféricas e angulares,
planas e geométricas
Entre a física e a química
Entre todas as posições,
Todos os mundos e vidas,
Só fui encontrar a paz
Na concha do seu abraço
(Imagem: banco de imagens Google)
Encanto e paixão (memória)
Gostei da luz dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando… (Tati Bernardi)

A vida só vale a pena ser vivida se houver paixão. Paixão verdadeira, aquela coisa de pura adrenalina. Ansiedade, taquicardia, náusea… tudo isso faz parte da paixão. Mas, qual a origem da paixão, seja por uma pessoa, uma atividade, um objeto? De onde surge a paixão, qual seu ponto de partida?
O encanto.
O encantamento. Alumbramento. Feitiçaria. Arrebatamento.
Seja qual for o termo usado, a paixão nasce do encanto ou do encantamento.
Não há como se apaixonar sem se encantar.
E o que encanta? A beleza? A riqueza? A facilidade? Não sei. Aí está o grande mistério. Não é por acaso que enfeitiçar é sinônimo de encantar.
Nas lendas há sempre um encantamento, ligado à ideia de feitiçaria – o canto das sereias, o veneno na maçã, o sono da Bela Adormecida, a desgraça do protagonista de A Bela e a Fera…
Mas aqui, na nossa triste e cinza realidade, não é fácil encontrar feiticeiras. Nem fadas nem sereias nem bruxas malvadas…
Mas o encanto sobrevive a toda essa crueza da vida real. E nos encantamos por um olhar. Por um sorriso. Por um modelo de carro. Por uma cor de parede. Por uma paisagem, pela curva de um rio, pela encosta de uma montanha, pela forma de uma flor… ah, são tantos os encantos para quem está aberto à paixão pela vida!
O encanto é a partida da paixão. E a paixão o combustível do amor. Que é o sustento da vontade de viver.
Podemos levar dentro de nós um encantamento sem fim, que dura toda a vida. Podemos apenas nos lembrar de alguém que nos encantou um dia “… Fiquei parado, o coração batendo, ela se riu. Foi o meu primeiro alumbramento.” (Manuel Bandeira), e essa lembrança sempre vívida, como um alimento imperecível que trazemos no bolso, para garantir a refeição quando faltar comida.
E também podemos levar vivo, dentro do coração, por toda uma vida, o encantamento que alguém provocou em nós. Uma espécie de compensação nos infortúnios e nas tristezas. Quando tudo parece desmoronar, sacamos, lá do fundo do bolso da emoção, a lembrança de um olhar, um toque, um beijo, e saciamos nossa fome de felicidade e enganamos a realidade.
E então sonhamos com a vida que não tivemos, com o amor que não desfrutamos, com a felicidade que não chegamos a conhecer.
E, se de repente tudo der certo, os astros se unirem para nos possibilitar essa alegria, a maior vingança que podemos ter em relação a todos os momentos nublados, será ver raiar o sol de viver plenamente essa paixão arrebatadora.
(Imagem: banco de imagens Google)
Palavras de Lu Nascimento


Dia de poesia – Manuel Bandeira – A estrela

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
(imagem: banco de imagens Google)
Realidade macabra?

Era delírio.
Era teoria da conspiração.
Eram boatos sem origem certa…
Não tenho hábito de comentar assuntos desconhecidos, principalmente quando envolve nomes. De anônimos ou expoentes. De comuns ou coroados. De povo ou governos…
Mas tem sido difícil digerir a verdadeira avalanche de notícias envolvendo o nome de Jeffrey Epstein.
Sempre houve essa névoa em redor desse sujeito.
Sempre houve essas notícias mal explicadas sobre técnicas de prolongamento da juventude às custas de placentas e bebês, epinefrina, adrenocromo…
Há algumas décadas temos conhecimento do alto número de pessoas traficadas…
Onde está a verdade?
Com IA nada daquilo que aparece na internet pode ser levado a sério, não é confiável.
É fácil pegar um “fio solto” e montar um roteiro completo totalmente dissociado da realidade.
Existem os números.
Existem os indícios.
Existem filmes e animações que vêm mostrando essa monstruosidade.
Mas… e a realidade?
Quando virá a notícia concreta, dando os nomes dos atores e dos coadjuvantes?
Quem está por trás – do boato ou da realidade?
Tantas perguntas sem respostas…
Na época em que temos mais facilidade de obter informações, mais recebemos desinformação.
Difícil pensar sobre isso…
(Imagem: banco de imagens Google)