Não foge do cansaço e da dor Mesmo sendo tão pequenina, Rodopia, faz ponta e plié Que é a arte da bailarina.
Com doçura segura o pincel E suspira de saudade e de dor, Misturando as cores das tintas, Na tela se retrata o pintor.
No palco daquele teatro Ela ri e parece ser feliz – Quem pode saber a dor que habita No frágil peito da atriz?
A argila úmida e sem forma Aos poucos se transforma em figura: Das mãos do hábil escultor Surge então a perfeita escultura
A fita de celulose rola bem devagar e aos poucos desvenda o dilema, mostrando como é a vida, em uma tela de cinema.
Ouve o que os outros não podem, e traduz tudo em linguagem de amor. Porque a música nasce dentro da alma e assim se expressa o compositor.
Mas a maior das artes, que a todos atinge, lançada como uma seta é a mais nobre, a que nasce da dor que faz sangrar o coração do poeta.
(Imagem: banco de imagens Google)