
Assim mesmo…

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Quando amanhecemos, eu em você, você em mim,
não percebi a dimensão do que sentia
E juntos entardecíamos mergulhados na paixão infinda
e acreditávamos no eterno do amor
Então compreendi todo o vazio da minha vida
quando você já não mais anoiteceu em mim
(Imagem: foto de Nelson O’Reilly Filho)

Dói.
Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói.
Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói.
Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói.
Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar.
Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver.
Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir.
Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria.
Porque não está na garganta, nos olhos, no coração.
Está em toda parte (…)
(Imagem: foto de Maria Alice)


Realidade/fantasia
Tudo está sob controle
Aconteceu à revelia
Tornou-se minha paixão
Anseio do meu dia-a-dia
Para que ela não saiba
Eu vou chamá-la Maria.
(Imagem: banco de imagens Google)

Para sofrer eu não precisava dos teus braços.
Para sofrer bastava-me olhar para os meus doridos e ensanguentados pés feridos pelos espinhos da vida.
Talvez não saibas, mas eu não tenho medo dos espinhos porque amo as rosas. E mais, faço o mesmo com a vida, quanto mais ela me faz tropeçar mais vontade eu encontro para viver.
Por isso, olhei para ti, e não para outro qualquer.
Vi rugas do viver no teu rosto e escutei mágoas que falavam por ti.
Tu chamavas a vida pelo nome e quando me prometeste um amor diferente, eu julguei que teria encontrado alguém que sabia ajoelhar-se perante o mais nobre dos sentimentos.
Afinal, o que vi foi apenas a máscara que tinhas colocado no rosto e que podia enganar qualquer uma, da mesma forma que me enganou a mim.
Escondias-te na sombra do tempo mostrando ao mundo qualidades que nunca tiveste e escrevia com a mão esquerda a poesia de uma vida que só foi sofrida por que não a soubeste viver.
O que me deste foram retalhos do meu já tão conhecido sofrimento.
(Imagem: banco de imagens Google)