A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Pousou na mansidão que envolve o amanhecer Sem tristeza nem alegria, no silêncio simples da manhã Trouxe em si o doce perfume que evoca lembranças e mostrou que para tudo há um novo recomeço O amor, vestido de paixão, bateu à porta e em ondas desordenadas passou a ocupar o espaço Como um vento confundiu todas as coisas e numa lufada espantou tudo o que era triste, tudo o que não era mais, tudo o que deixara de ser Como se fosse uma estrela, ou um satélite seguia, encantada a teu redor: esperava, adivinhava até, a tua chegada – planeta maior, com vida própria, em constante movimento, arrastando tudo pelo caminho. Sabendo ser passageiro, não me preocupei em te prender Apenas dei o espaço necessário para um descanso no aconchego gostoso de um encontro quase impossível Quando então a natureza amiga se aquietou e permitiu a imobilidade do momento eterno que se fez entre teu chegar e teu partir