
Para pensar 77

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Linda, soberana, instigante, surge a lua em seu esplendor.
Há quantos milênios ela se apresenta no firmamento, e sempre tão bela, tão jovem, com tanto esplendor. Qual será seu segredo para nunca envelhecer, jamais aparentar cansaço, nunca perder o brilho?
Olho maravilhada para a Lua. Há quantas décadas ela me fascina, me atrai, praticamente me obriga a procurá-la no céu a cada anoitecer, a cada madrugada?
Nós, míseros seres humanos, imperfeitos, feiosos, desbrilhados… Tentamos ajudar a natureza com tratamentos, roupas, disfarces, mas não conseguimos enganar nem a nós mesmos.
Quando em nosso outono o vento da vida vem e nos espalha como folhas secas que se desprendem dos galhos, temos a certeza da decadência física. Não importa o que fomos na juventude, envelhecemos monstros.
No entanto, ao final cada entardecer, a Lua volta a seu ponto máximo. E brilha.
A cada noite mais brilha, orgulhosa de sua beleza eterna, rejuvenescida a cada anoitecer.
E, quando amanhece, um pouco pálida, ela se retira, desaparece, para surgir ainda mais exuberante no começo da nova noite.
A Lua está sempre sozinha. Linda, fascinante, a todos atrai, mas a ninguém pertence.
Solitária, quiçá celibatária, marcando presença e deixando saudade, parece que a Lua é feliz.
Queria ser lua.
(Imagem: foto de Maria Alice)


No momento de voltar, pense apenas na volta
E pense na alegria, na saudade e na vontade
E nada mais...
Venha de perto ou venha de longe, não importa
A chegada é o principal, o esperado.
Não traga presentes, apenas doces lembranças
Nem traga flores, apenas suas intenções
Não ocupe seus braços, deixe livres suas mãos
Porque, o essencial, no momento de voltar,
É o abraço do reencontro
E nada mais...
(Imagem: banco de imagens Google)

Eu vejo sonhos onde você não vê
E também o caos escondido nos sonhos.
Te entrego tudo nas entrelinhas,
Ou no encanto das poesias.
Eu sinto o possível e o impossível
Pois conheço bem o real e o imaginário.
Carrego um mundo de percepções
E te mostro em versos.
Desperto em ti reflexões e diversas sensações.
Talvez, eu saiba disfarçar bem as minhas dores e as suas.
Ou, talvez, meus pensamentos seja, as antenas
Que captam as alegrias e as tristezas,
As frustrações e as realizações,
A sabedoria e a ignorância,
As cores e a escuridão.
Minha percepção nunca será secreta,
Porque sou poeta!
Muitas vezes escrevo com a alma
E outras tantas com o coração.
E te deixo livre para desvendar,
Porque o poema é um oceano de mistérios,
Tão vasto que te convida a velejar.
(Imagem: banco de imagens Google)