
Vivia à beira-mar E à beira da loucura Amava o mar Intensamente E amava amar Com toda paixão De tanto mar De tanto amar Um dia ela se vestiu de mar E nele mergulhou para sempre...
(Imagem: banco de imagens Google)
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Vivia à beira-mar E à beira da loucura Amava o mar Intensamente E amava amar Com toda paixão De tanto mar De tanto amar Um dia ela se vestiu de mar E nele mergulhou para sempre...
(Imagem: banco de imagens Google)


Conta-me uma história. Uma história qualquer...
Todas as histórias, muitas histórias...
Conta a história do barqueiro, que um dia
Desceu o rio logo cedo, e, à noite, não regressou
A história daquele barqueiro que nunca mais voltou...
Conta a história da moça que o amava, que o esperava
A história da moça que morreu
Que na beira da água o esperou todas as noites
Em que ele não mais voltou
A moça que enlouqueceu de saudade e de dor
Quando o barqueiro desapareceu nas águas do rio
A história da moça que esperava o barqueiro voltar
Mas ele não voltou.
E, de tanta espera, de tanta saudade
Ela enlouqueceu.
E morreu...
(Imagem: banco de imagens Google)


“- Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, o mar tem ondas?
– Porque os peixes estão a dançar.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, o sol se esconde?
– Porque também gosta de brincar.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, as estrelas caem?
– Porque tropeçam no manto da noite.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, falamos sozinhos?
– Porque as palavras indicam caminhos.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, me levantas no ar?
– Para te ensinar a agarrar.
– E se eu começar a voar?
– Terás sempre onde pousar.”
(Imagem: banco de imagens Google)
“- Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, o mar tem ondas?
– Porque os peixes estão a dançar.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, o sol se esconde?
– Porque também gosta de brincar.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, as estrelas caem?
– Porque tropeçam no manto da noite.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, falamos sozinhos?
– Porque as palavras indicam caminhos.
– Avô.
– Diz.
– Porque é que, às vezes, me levantas no ar?
– Para te ensinar a agarrar.
– E se eu começar a voar?
– Terás sempre onde pousar.”
(Imagem: banco de imagens Google)

Calem-me aqueles que conseguirem.
Não vai ser fácil.
Aprendi a escrever com letras maiúsculas o de dentro de mim.
Não consigo mais esquecer como se faz.
Beiro as últimas estações de uma existência
Delas colho flores nas primaveras
Recolho folhas secas e murchas nos outonos.
Ensandeço e ardo nos verões
Quedo semimorta de cansaço nos invernos de meu sofrer.
Não quero mais amores que já tive.
Não quero mais emoções que já vivi.
Não quero mais dores que já senti.
Não aceito mais meios, terços e quartos.
Gosto de inteiros, cheios, amplos e grandes.
De tudo que estiver comigo
seja o que for
seja quem for.
Sou mulher.
Estou nos outonos de mim.
Faltam-me poucos meios-dias e meias-noites
Assim desejo-os inteiros.
Nada pela metade.
Ainda que só eu mesma é que saiba
o que é inteiro e o que é apenas metade.
(Imagem: banco de imagens Google)