2024 – o ano que não deveria ter existido
(memória, há dois anos…)

O triste ano de 2024…
Um ano que nem deveria ter começado. Não faria falta.
Só tristezas, doenças, tragédias, insegurança…
Desde o primeiro dia esse ano está estranho. Hostil aos humanos, Aos animais. À natureza.
O mês de janeiro de 2024 foi o mais quente da história. Seguido de intensas chuvas, deslizamentos, alagamentos, perdas de vidas e patrimônios.
Guerra, mortes, atentados.
Doenças se alastrando.
O ano seguia e nada melhorava.
A cada mês, mais tristezas, mais desgraças.
Aviões caindo.
Muitos vulcões em erupção.
Chuvas de meteoros.
Asteróides ameaçadores.
Tsunamis.
Terremotos.
Mais mortos. Mais tristeza.
Assim encerramos agosto.
Em chamas.
Milhares de focos de incêndio pelo país.
Alguns mortos.
Muitas perdas na lavoura. Provavelmente muitas perdas na pecuária. Sem contar os inúmeros pássaros e animais silvestres que morreram no fogo, uma vez que as fortes rajadas de vento o espalhavam subita e invencivelmente.
Dezenas de cidades por todo o país em estado de emergência pelo fogo. É possível avistar, dos satélites, a espessa fumaça que cobre o Brasil.
Mais doenças. Mais tristeza.
E ainda há alguns meses a cumprir neste malfadado ano.
Podia terminar antes de entrar setembro.
Deixa esse final para depois.
Ou recomeça de 1° de janeiro, ou se encerra.
Sem qualquer dúvida, provavelmente o pior ano de nossas vidas. Será lembrado como O Ano das Grandes Desgraças.
O que de pior ainda nos espera nos últimos meses?
(Imagem: banco de imagens Google, incêndios na região de Ribeirão Preto,SP)
Para pensar 82

Para acalmar a alma
Anoitece

Quando o dia se esvai, tudo é silêncio,
e a noite, suave, traz a lua e seu encanto
na hora em que nada mais se espera,
penso em tudo enquanto penso em nada;
eu me recolho no vazio de minha alma,
para deixar fluir toda essa ternura
e sonhar que não há tristezas na vida
e ter a certeza de que estamos juntos.
Que vontade eu sinto de você,
que saudade eu sinto de nós dois;
venha me tocar do jeito que só você me tocou,
venha me falar as palavras que só você já falou,
venha, meu amor, ser meu ninho e serei seu aconchego,
venha me amar da forma que nunca ninguém me amou.
(Imagem: foto de Maria Alice)
Para poucos

Aparece um arco-íris. Lá longe.
Desenhando a curva do céu.
Dança a autora boreal. Lá longe.
Alegrando outro céu.
Cai uma estrela. Lá longe.
Do outro lado do céu.
A lua surge, dourada. Lá longe.
Bem no alto do céu.
A noite encobre os amantes. Lá longe.
Onde eles têm seu próprio céu.
Há um céu. Para poucos.
Para todos, só o inferno.
(Imagem: banco de imagens Google)