
Para pensar 64

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como dói
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
(Imagem: Foto de Maria Alice)

… Tô tão humildezinho – e dizer isso é de uma vaidade… Veja só, estou sozinho num hotel absurdo, com 34 (quase 35) anos, segurando as minhas pontas sem incomodar ninguém, sem dever nada a ninguém, sem nada além da minha cabeça. E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo. …
(Imagem: banco de imagens Google)


– E essas gaiolas com pássaros?
– São meus.
– As gaiolas ou os pássaros?
– Tudo. Os pássaros e as gaiolas…
– Então, você acredita que esses pássaros são seus…
– São, sim. Claro que esses pássaros são meus!
– Tem certeza?
– Que pergunta estranha, por que isso?
– Porque se esses pássaros fossem realmente seus, você não os precisaria prender em gaiolas para que ficassem aqui com você….
(Imagem: banco de imagens Google)