

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –



Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
(imagem: banco de imagens Google)

Era delírio.
Era teoria da conspiração.
Eram boatos sem origem certa…
Não tenho hábito de comentar assuntos desconhecidos, principalmente quando envolve nomes. De anônimos ou expoentes. De comuns ou coroados. De povo ou governos…
Mas tem sido difícil digerir a verdadeira avalanche de notícias envolvendo o nome de Jeffrey Epstein.
Sempre houve essa névoa em redor desse sujeito.
Sempre houve essas notícias mal explicadas sobre técnicas de prolongamento da juventude às custas de placentas e bebês, epinefrina, adrenocromo…
Há algumas décadas temos conhecimento do alto número de pessoas traficadas…
Onde está a verdade?
Com IA nada daquilo que aparece na internet pode ser levado a sério, não é confiável.
É fácil pegar um “fio solto” e montar um roteiro completo totalmente dissociado da realidade.
Existem os números.
Existem os indícios.
Existem filmes e animações que vêm mostrando essa monstruosidade.
Mas… e a realidade?
Quando virá a notícia concreta, dando os nomes dos atores e dos coadjuvantes?
Quem está por trás – do boato ou da realidade?
Tantas perguntas sem respostas…
Na época em que temos mais facilidade de obter informações, mais recebemos desinformação.
Difícil pensar sobre isso…
(Imagem: banco de imagens Google)


Já não tenho lágrimas:
estão caídas
longe, em vagas margens,
qual mornas ovelhas
recém-nascidas.
Longe estão caídas,
entre esses montes
de saudades vivas,
de figuras frias,
ai, de que horizontes!
Suspirosos montes!
Porém, agora,
talvez não me encontrem.
Pois a alma se esconde,
porque já nem chora.
(Imagem: banco de imagens Google)

Fotos. Que antes eram fotografias. E, antes ainda, retratos.
Em músicas, filmes, romances, sempre há o recurso da foto para voltar ao passado. Seja de forma figurada ou literal dentro da ficção. E, na vida real, fotos são lembranças vivas, fazem o passado sempre presente.
Conseguimos nos desfazer de muitas coisas ao longo da vida, mas não temos coragem de rasgar fotos e jogar no lixo. A não ser algumas, que foram rasgadas com raiva e molhadas de lágrimas.
Assim, vamos acumulando fotos e mais fotos. Álbuns e mais álbuns. E, nos dias de hoje, com a facilidade da foto digital, as temos aos milhares.
Vejo antigas fotos (não as chamo velhas – ou seria eu também velha por as possuir…).
Elas me trazem de volta meus vinte anos. No milênio passado. Não poderei nunca mais ter vinte anos, mas me posso ver nessa idade. E outras pessoas com quem convivi naquela época.
Fico a lembrar de tantos acontecimentos, tanta leveza, uma vida livre e despreocupada.
Meus pais ainda jovens, fortes, nossa casa tão cheia de amigos, nossa vida tão cheia de festas e encontros.
Tudo se perdeu. Tudo ficou nessa caminhada árdua que a vida se tornou de repente.
A memória é algo fabuloso. Deus a deu aos homens para tornar mais leve a realidade. Basta fecharmos os olhos e relembrarmos o que já foi, deixar fluir o pensamento. Reviver os melhores momentos. E, para isso, as fotos são magníficas. Porque não mostram nossa decadência física. Elas nos guardam naquele momento, em que a juventude brilhava em nossos olhos e tonificava nosso corpo.
E Deus foi tão bom com os homens, que, para aqueles que a memória machuca no final da vida, ela se perde na bruma da velhice.
Olho para mim mesma em uma antiga foto. E confiro no espelho com a imagem que me tornei.
E entendo, sim, o que pensava Wilde com seu Dorian Gray…
(Imagem: do acervo pessoal da autora)