Em homenagem ao dia 19 de Outubro, dia de seu nascimento, ao maior Poeta brasileiro do séc. XX, uma carta, respondendo ao Poeta, aceitando todas as propostas que ele fez a “ela”… (ligue o som para ouvir o áudio enquanto lê a carta…).
Poeta, meu querido Poeta, por que você não me fez essas perguntas pessoalmente? Mas as respondo, mesmo assim:
Sim, Poeta, eu tenho coragem de morrer de amor, porque acredito que nasci para morrer de amar, mesmo que você desconheça essa verdade, como também sei – e quanto sei! – que a paixão traz sempre muita dor…
Se você tivesse vindo me pedir, Poeta, eu lhe daria toda a devoção da vida, não em um só instante, mas por toda a vida até o momento da partida…
Se você viesse, eu diria tudo aquilo que você queria e precisava ouvir, confirmando que o tempo insiste, porque existe exatamente esse tempo que há de vir.
E eu queria, Poeta, eu tinha essa certeza, queria desfrutar a seu lado toda essa beleza que a vida nos ofertaria, e assim eu veria, saberia que doçura, que delícia, que loucura, como seria lindo morrer de amor…
Mas você não veio Poeta, nunca veio. E, um dia, se foi…

