
Para encerrar o mês dos apaixonados

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Se um dia meus olhos se perderam nos seus
No momento exato do seu desejo infindo
Suas mãos se perderam em mim
E vi despertar a loucura da paixão
Nesse dia a canção do amor se fez ouvir,
num silêncio feito de sons do encanto
Estrelas desceram à Terra – únicas testemunhas
dessa entrega apaixonante e apaixonada
E o amor, finalmente, se fez
Seguimos apaixonados, paralelos,
nos tocando em todos eclipses
Até o dia fatal que vida a todos prepara
E nos separamos, seguindo o destino traçado
Tanta paixão deu lugar à saudade
Que transformou em amargas lembranças
tantas horas de amor sublime, sempre tão
Intensas, coloridas, risonhas, tão doces
Tentando apagar o que houve tão denso entre nós
No dia em que seu corpo encontrou o meu
(Foto: dicasbrasil.com.br)

Hoje está difícil. Depois de uma mais-que-típica segunda-feira, com direito a DOIS períodos de espera em consultórios médicos, para agravar a situação, agora estamos no escuro. Breu total.
Daí a dificuldade, reverter a conexão do computador para bluetooth e usar o celular como roteador pelo acesso pessoal. Mas não ficarei sem postar por causa de uma dificuldade qualquer.
Para quem não sabe,em parte do meu tempo, eu moro em uma cidade chamada Ribeirão Preto. A porta do inferno de calor.
Aqui só há duas estações no ano, bem definidas: verão e inferno. Atualmente estamos no verão. Daqui uns quarenta dias começará o inferno.
Bem, agora no começo da noite, começou a chover. E, como sempre quando chove nestas cidadezinhas de interior, acabou a energia elétrica. Nunca morei em nenhum lugar (e olhe que já me mudei 23 vezes de cidade) – em que tivesse tanto problema de energia. Progresso à moda ribeirão-pretana, tipo rabo de cavalo – cresce para baixo. E não é tempestade nem chuva de verdade. Garoão desgraçado e raios.
Uma chuvinha que está aumentando a sensação de estufa e afastou qualquer possibilidade de vento. Estou derretendo. Detesto calor. Se não estivesse caindo tanto raio, colocaria uma chaise na prainha da piscina e iria dormir dentro da água.
Mas, por coincidência, formatei e editei um conto hoje – O causo da grande noite.
É uma batalha entre a noite e a escuridão. Gosto da noite. Da quietude e da solidão confortáveis que só a noite me traz.
Gosto do escuro. Há uma vela no chão, lá no canto do quarto, porque meu marido não é adepto da escuridão. Mas eu sou. Tenho olhos de gato e enxergo no escuro. Não preciso de luzes.
Agora só espero que com tanta tecnologia, um discípulo de São Carrier invente um ar-condicionado com bateria solar. Porque ou eu digito ou uso a mão para me abanar com um leque…
(Imagem: foto de Maria Alice)
(Imagem: banco de imagens Google)


Os passos
pisados
Em um antigo caminho
corrido
Percorrido
e recorrido
Folhas secas
Remansos
Esperança
Quantos sonhos
pisados
Desfeitos
mas tão sonhados
Da vida
vivida
sofrida
esmagada
Tristeza
A alma
Um barco
amarrado na praia
Não navega
Não se solta
Deixado
na areia
sem planos
Abandono
Do nada
que resta
A ausência
que fica
A paixão
que insiste
Os olhos
sempre orvalhados
Saudade
(Imagem: do acervo pessoal da autora)
