Depois que nosso pai morre

Texto de Oriah Mountain Dreamer – Eu quero saber…

Poesia da casa – De volta (Memória)

Quero tanto sua volta, e sonho...

Sonho que pode ser verdade:
Quando você batesse em minha porta,
e simplesmente me trouxesse você,
com que amor essa porta seria aberta,
com que paixão eu diria para você entrar!

Sonho com a felicidade
que seria ver você voltando
a alegria de saber de sua volta,
ver você se trazendo de volta para mim!

Um sonho que eu sonho acordada
e preenche toda minha alma de ilusão.

Mais que um sonho, um querer,
um desejo constante e obsessivo,
porque eu nunca desistirei de você
e esse meu querer há de trazer você de volta.

E nesse dia, você baterá de novo em minha porta
para, simplesmente, voltar para mim!

(Imagem: banco de imagens Google)

Ele sempre volta (Memória)

Ele sempre vai embora. Não consegue ou não pode ficar.    

Às vezes discretamente, outras com grande estardalhaços.

Às vezes se vai mais cedo, outras fica enrolando e demora para ir.   

Mas ele sempre se vai.    

Sabe que deixará saudade, sua volta será ansiosamente aguardada.  

E então tudo escurece, perde o brilho, o calor, e sua ausência é lamentada.   

E chega a hora mais escura da noite, a hora mais fria da madrugada, a natureza em completo repouso, parece que está tudo perdido, que tudo acabou de vez. Mas que é, na verdade, o prenúncio de um novo amanhecer.

Então ele volta.   

Surge, quente e imponente, em cores deslumbrantes, anunciando o novo dia. 

E volta a luz, a claridade, o calor e a própria vida. 

Porque o sol volta, ele sempre volta.

(Imagem: foto de Maria Alice)