
Poeta, pelo Poeta

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Não querer sentir pode ser amar
Desistir pode ser continuar
a vida é feita de enigmas
de jogos e muito sofrimento.
A maior de todas as derrotas
não é perder a luta ou batalha
mas a maior derrota é desistir.
O destino põe todos à prova:
passa rasteira, dá golpe baixo,
para testar a capacidade
da resistência de cada um.
Por isso, não desista de nada -
Nem da vida, de mim, nem de você,
insista, persista, permaneça
que só vale a pena viver a dois.
Tenha sempre sua alma aquecida.
Nunca deixe seu coração esfriar.
Ou o amor morrerá de frio.
Venha, segure sempre a minha mão.
Sua asa solitária nunca o
levará ao alto ou longe que
sonhou. Use a minha. Vamos juntos.
Vamos voar além da realidade
Vamos voar todos nossos sonhos...
(Imagem: banco de imagens Google)



Ouve, tão longe, os acordes de uma tarantella. Fecha os olhos e volta no tempo.
Houve um tempo em que foi feliz. Jovem, sorriso fácil e aberto, sempre dançando, levando, como única bagagem, a despreocupação.
Tan-tan-ran-tan-tan-tan-ran-tan-tan-tan-tan-tan-tan-tan… volta a sorrir.
Como era bom dançar a tarantella.
Ainda de olhos fechados, enxerga Napoli, Capri, Campania, Penisola sorrentina, Costiera Amalfitana, Mar Tirreno…
Sul da Itália, aquele lugar do mundo no qual Deus mais caprichou.
Caprichou no mar, na terra, nas praias, nas montanhas (até um vulcão ali Ele colocou para dar mais emoção), e caprichou nas pessoas.
Que sofreram, enfrentaram guerras, privações, erupções, inundações. Mas nunca deixaram de sorrir. De dançar. De cozinhar e criar os melhores doces do universo.
Caprichou quando deu o limão siciliano para esse povo inigualável, que, dentre inúmeras inovações, criou o maravilhoso limoncello.
O sol do sul. As paisagens que não existem em nenhum outro local conhecido. A beleza das pessoas. Os amores de verão.
Tudo ao som da tarantella.
Conclui, agora, já no final da melodia, que sua vida fora uma animada tarantella, às margens de uma praia da região amalfitana.
A grande roda que se fez, e onde rapidamente os dançarinos trocavam de par, sem perder o compasso do ritmo acelerado.
Quantos rodopios, quantos desencontros, quantos reencontros.
E, no final, felizes e ofegantes, cada um voltava a seu par inicial, seu velho porto, para, sorridentes, esperarem a próxima dança.
Infelizmente, muitos tiveram de sair da roda mais cedo e não viram a próxima dança.
Outros simplesmente desistiram.
Mas, para todos os que ficaram, a vida mandou ao menos mais uma dose de limoncello e mais uma tarantella.