A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Mais uma vez encontro a tua face, Ó minha noite que eu julguei perdida. Mistério das luzes e das sombras Sobre os caminhos de areia, Rios de palidez em que escorre Sobre os campos a lua cheia, Ansioso subir de cada voz, Que na noite clara se desfaz e morre. Secreto, extasiado murmurar De mil gestos entre a folhagem, Tristeza das cigarras a cantar. Ó minha noite, em cada imagem Reconheço e adoro a tua face, Tão exaltadamente desejada, Tão exaltadamente encontrada, Que a vida há-de passar, sem que ela passe, Do fundo dos meus olhos onde está gravada.