
Neste Sábado de Aleluia

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Sentia-se cansado, muito cansado. Andara o dia todo, tinha fome, tinha sede. E não o encontrara, embora tenha estado em todos os lugares que lhe disseram onde ele poderia estar. Sua busca terminava aqui. Há meses vagava pelas estradas poeirentas e as pequenas cidades. Agora desistiu.
Viu uma sombra acolhedora sob uma grande e centenária oliveira.
Com todo cuidado para não perder nenhuma gota, tomou os últimos goles de água do velho cantil, companheiro de batalhas e de tantos caminhos. Comeu algumas tâmaras que lhe restavam. Deitou-se naquela sombra, e tentou dormir para empreender a caminhada da viagem de volta. Frustrado, triste, mas não adiantava continuar.
Nunca desistira de um objetivo em toda sua vida, não queria voltar sem o encontrar e o tocar. Mas não o conseguiria encontrar. Há anos vagava sem rumo seguindo indicações de pessoas que diziam tê-lo visto ali e em outro lugar… Era melhor desistir e voltar. Os ânimos estavam acirrados, os soldados irritados e agressivos, não queria se meter em mais confusões. Já as tivera bastante na juventude. Já fora também soldado. Estava velho. Bastante velho. Queria morrer em casa e em paz.
Adormeceu. Teve sonhos estranhos. Estava em uma multidão, ou uma batalha, todos se empurravam, gritavam histericamente. Ele não entendia o que acontecia. Ao longe, um homem lhe acenava, fazendo sinal para que se aproximasse, mas não conseguia vencer a turba.
De repente, estava à beira de um grande lago, muitos barcos passavam longe. Em um deles, um homem lhe acenava, fazendo sinal para que se aproximasse, mas não dispunha de nenhum meio para vencer a água.
Então se viu em um grande campo de trigo maduro, difícil de caminhar. Do nada, um fogo tomou conta do trigo e ele queria fugir, mas ao longe, um homem lhe acenava, fazendo sinal para que se aproximasse, mas não tinha como vencer o fogo.
Ouviu muitas vozes, acordou assustado, e, no meio da colina, viu um turbilhão de pessoas descendo a encosta, ladeando um homem que seguia em um burrico. Confuso, não entendia onde estava, ficou olhando em volta.
Do meio do povo, o homem no burrico lhe acenava, fazendo sinal para que se aproximasse. Com as pernas bambas do cansaço e da confusão mental, aproximou-se do Homem, e Ele lhe deu a mão e lhe perguntou: “Era por mim que procuravas, meu filho?”
Trêmulo de fraqueza e emoção, com lágrimas nos olhos, tocou, enfim, na mão de Jesus.
(Imagem: banco de imagens Google)

Novembro está no fim. Como passa rápido. Dezembro já batendo na porta, querendo entrar!
Que loucura, semana próxima já será Natal e eu nem acabei de pensar no que farei. Não vai dar tempo.
Inacreditável, amanhã será véspera de Ano Novo e não consegui viajar. Espero que janeiro seja mais calmo, essa correria do final de ano acaba com qualquer pessoa.
Como assim, oito dias para o Carnaval… nem vi janeiro e já estamos em fevereiro.
Hoje já é primeiro de abril? Não é possível, está tentando me enganar.
Cadê os 90 dias desse ano que se foram rapidamente?
Até agora só corri atrás de prejuízos, paguei contas, resolvi problemas, não vivi.
E assim, ano após ano, o “passar” do tempo parece a cada vez mais acelerado. Mal vivemos, sempre correndo contra o tempo, cumprimos as obrigações e nos contentamos com isso.
E envelhecemos.
A cada hora, a cada segundo.
E percebemos, então, que o tempo fica. Passamos nós…
(Imagem: banco de imagens Google)