
Eu canto
em forma de poesia
Porque meu canto
é minha liberdade
É o voo do pássaro
liberto
Não o canto do pássaro
cativo
(Imagem: banco de imagens Google)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Eu canto
em forma de poesia
Porque meu canto
é minha liberdade
É o voo do pássaro
liberto
Não o canto do pássaro
cativo
(Imagem: banco de imagens Google)

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
(Imagem: IA)

Noite de domingo. Mais uma semana vivida. Menos uma semana para se viver…
E depois de um domingo preguiçoso, sempre vem uma segunda-feira acelerada. Já fico cansada só de pensar.
Quando estamos nos acostumando com o ritmo da semana, chega o esperado sábado. E desaceleramos. Mais um domingo de pura ociosidade. Nunca fui acostumada à vida madraça, mas agora, já na soleira do fim, estou apreciando viver sem muita obrigação. Mesmo assim, ainda acho que estou com muitos compromissos.
Sonho com o dia em que acordarei nos dias de semana sem absolutamente nada para fazer. Nem tirar o carro da garagem. Talvez mesmo nem destrancar as portas. Vaguear pela casa, em silêncio, sem tv ligada, sem ninguém falando nada.
Preparar meu café da manhã em qualquer horário – não fará a menor diferença se me levantar 5h45 ou 10h15.
Deitar para fazer nada até o corpo gritar que precisa se movimentar. Daí preparar alguma refeição – do meu jeito, sem carnes nem gorduras, saborear lentamente e continuar vadiando até a noite chegar. Passar a tarde lendo deitada em uma rede.
Como não sou de ferro, ao anoitecer tomar um bom whisky, na varanda, pensando na vida boa que estou levando.
E assim continuar até ir dormir de novo.
Essa seria minha nova rotina. Mas acredito que vai ficar no sonho, porque minha realidade é bem diferente. Mas, como enfrentar a realidade sem sonhar?
(Imagem: do acervo pessoal da autora)


Hora sagrada – largar as tarefas e ir para a rua soltar pipa.
Ventos de agosto. Pipas no céu sem nuvens.
Alegria da meninada. Quem empinava melhor a linda pipa?
Quanto mais alto vai a pipa, maior o risco de perdê-la.
Quanto mais alto vai a pipa, mais perfeito seu feitio…
Rabiolas ao vento. Balé de cores. Papéis, colas e varetas…
Olhos encantados se voltam para o infinito, ainda puros dos humanos sofrimentos.
Saudade da infância, dos irmãos, dos amigos…
(Imagem: pintura de Cândido Portinari – “Meninos soltando pipas” – banco de imagens Google)