
Solto no espaço
Um corpo
Sofrido
Cansado
Abandonado
Trazendo na alma
Uma dor
Abatida
Atormentada
O corpo e alma
O cansaço e a dor
A vida acabada
O nada na frente
O fim do sonhar
(Imagem: banco de imagens Google)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Solto no espaço
Um corpo
Sofrido
Cansado
Abandonado
Trazendo na alma
Uma dor
Abatida
Atormentada
O corpo e alma
O cansaço e a dor
A vida acabada
O nada na frente
O fim do sonhar
(Imagem: banco de imagens Google)

Quero tanto sua volta, e sonho... Sonho que pode ser verdade: Quando você batesse em minha porta, e simplesmente me trouxesse você, com que amor essa porta seria aberta, com que paixão eu diria para você entrar! Sonho com a felicidade que seria ver você voltando a alegria de saber de sua volta, ver você se trazendo de volta para mim! Um sonho que eu sonho acordada e preenche toda minha alma de ilusão. Mais que um sonho, um querer, um desejo constante e obsessivo, porque eu nunca desistirei de você e esse meu querer há de trazer você de volta. E nesse dia, você baterá de novo em minha porta para, simplesmente, voltar para mim!
(Imagem: banco de imagens Google)

Ele sempre vai embora. Não consegue ou não pode ficar.
Às vezes discretamente, outras com grande estardalhaços.
Às vezes se vai mais cedo, outras fica enrolando e demora para ir.
Mas ele sempre se vai.
Sabe que deixará saudade, sua volta será ansiosamente aguardada.
E então tudo escurece, perde o brilho, o calor, e sua ausência é lamentada.
E chega a hora mais escura da noite, a hora mais fria da madrugada, a natureza em completo repouso, parece que está tudo perdido, que tudo acabou de vez. Mas que é, na verdade, o prenúncio de um novo amanhecer.
Então ele volta.
Surge, quente e imponente, em cores deslumbrantes, anunciando o novo dia.
E volta a luz, a claridade, o calor e a própria vida.
Porque o sol volta, ele sempre volta.
(Imagem: foto de Maria Alice)


Chegada a hora da minha solitária viagem, vou sem medo
Sem dor, sem lamentos nem levarei saudades.
Já sangrei em vida por todos os espinhos com que me feriram
Esses que hoje preenchem de flores o meu desolado caminho
Seguem hipócritas um cortejo vazio de sentimentos
Não me atiram pedras nem me lanham com espinhos
Mas carregam flores e entoam doces cânticos
Fiquem todos com os seus cantos e suas flores
Eu já parti, não estou mais aqui. Nada faz diferença.
Se me for dado apenas um lugar no inferno, comigo
Não os levarei – pois nem lá os quererei por perto
Mas, se merecedora de ser recebida e conduzida pelos
Anjos do céu, irei eu, apenas eu, sozinha como fui em vida
Não quero suas flores – também elas mortas – arrancadas
De seus caules e já sem vida. Nem seus cânticos inúteis
Terei, finalmente, para mim, as flores vivas da misericórdia
E o canto de vida dos anjos que estarão comigo.
(Imagem: foto de Maria Alice)

Do meu coração banida,
que a minh’alma, livre, voe,
se um dia te amei na vida,
peço a Deus que me perdoe.
Recordo que tua insídia
trouxe-me desilusão,
fui vítima da perfídia
de um amor de maldição.
Sei, teu viver foi farsesco,
na aparência nababesco,
porém tudo fingimento.
Aquele sofrer diário,
que fez parte do fadário,
sepultei no esquecimento.
(Imagem: foto de Maria Alice)