A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Autor: Maria Alice Ferreira da Rosa
Blogueira, escritora, poeta... porque escrever é preciso
Encontrar amigos e amores. Não desfazer amizades nem romances.
Porque é sábado o sorriso já amanhece no rosto.
Sempre brilha um sol no sábado, mesmo que esteja chovendo. Ou nevando.
Mas há sol simplesmente porque é sábado.
Os almoços são demorados, alegres, só porque é sábado. As risadas são mais frequentes, os olhos são mais brilhantes e a música não para.
Só porque é sábado todos planejam encontros e passeios. Praias e piscinas. Sítios e churrascos. Dia de pescaria e de contar mentiras. Cafeterias e sorveterias.
A alegria paira no ar, entre nuvens e pássaros.
Sábado não é véspera. Sábado É o dia. O próprio dia. Que foi inventado para a humanidade ser feliz.
A tarde de um sábado são as melhores horas de qualquer semana. Quem não aproveita um sábado? A melhor coisa a se fazer em uma tarde de sábado é exatamente não se fazer nada. Absolutamente nada. Deitar-se na rede. Com toda a preguiça que se possa sentir. E ali ficar. Apenas porque é sábado.
Ah, nada melhor do que existir, pelo menos, um sábado em cada semana de nossa vida. Não importa em que dia vai ser comemorado, mas será um dia de sábado.
Eu quero hoje um novo relógio, diferente de todos os outros que tenho ou que um dia já tive. Um relógio com sábios ponteiros. Que não venham apenas para mostrar e marcar horas, minutos e segundos. Mas ponteiros que marquem alegrias, sorrisos e também os encantos. Que marquem as horas mais felizes, todos os minutos de espera e os segundos de paixão ardente. Quero um relógio que não me desperte no meio de um sonho que quero sonhar. Que deixe meu sono fluir quando estou adormecida no aconchego do amor. Quero esse relógio especial, que me ajude a dormir e a sonhar. Que apague todos os maus ruídos, e me embale em suave melodia. Relógio novo que me acorde para a vida, sem ouro nem prata, apenas simples, mas seja capaz de me abrir a janela de um novo horizonte, um novo viver.