
Vez de Lu Nascimento

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Hoje é dia do beijo
e eu ficarei sem um único beijo
como também há o dia do abraço
e eu não tenho nenhum abraço
mas, depois, para compensar tudo isso,
virá o dia da saudade
e, nesse dia, então
eu estarei cheia de saudade
(Imagem: foto de Maria Alice)

Dos restos de um amor igual ao nosso
Não pode uma amizade florescer,
É justo que tu o queixes, não o posso
Depois de tanto amar-te, apenas te querer
Embora terminássemos sem briga,
Sem um gesto ou palavra de rancor
Como posso chamar-te meu amigo,
Se já te chamei de meu amor?
Como posso apertar indiferente,
Sem sentir uma forte emoção
As mãos que apertei apaixonadamente,
As mãos que esmaguei em minhas mãos?
(Imagem: banco de imagens Google)

Meados de outono. O último verão se foi, depois da última primavera.
A natureza se repete, com mais ou menos intensidade. Mas se repete. As noites sucedem os dias e estes dão lugar às novas noites. Dias com sol ou de chuva. Noites com ou sem luar. Mas noites e dias se intercalam em perfeita harmonia.
Talvez tudo não passe de uma imensa engrenagem em que duas rodas dentadas – uma de dias outra de noites – se encaixam e se soltam em eterno movimento.
O sol sempre nasce do mesmo lado. E a lua é precedida da primeira estrela. Que ressurge ao amanhecer. Vênus.
Um planeta com nome de mulher, conhecido como “estrela da tarde”.
Curiosamente, Vênus se faz visível no final do entardecer. Antes que seja inteiramente noite. E depois se mostra novamente antes do amanhecer, quando o dia começa a clarear.
Onde será que fica o resto do tempo? O que Vênus faz durante a noite, enquanto desaparece do céu?
As marés se repetem. Cantando a mesma cantiga dia e noite. Mansas ou ferozes, mas ali estão, sem falhar jamais.
Conversam com a lua. Alteram ritmos biológicos. Influem nos nascimentos. E encantam a humanidade.
As árvores nascem e crescem silenciosamente. Decoram a natureza. Alimentam os homens. E caem com fortes estrondos, assustando toda a vida em seu redor.
E assim a Terra segue sua sina, carregando toda a natureza.
Agora é outono.
Há de vir outro inverno. Menos ou mais rigoroso que os anteriores. Mas virá. Nunca faltou.
E depois, novamente, as flores anunciarão ao mundo outra primavera.
(Imagem: foto de Maria Alice)


É complicado dizer o que sinto por você…
Como posso afirmar algo que nem mesmo eu sei?
Mas quando olho nos seus olhos é o meu reflexo que vejo.
Você é o príncipe encantado que não existe.
O coelhinho da Páscoa em pleno Natal.
Mostra-me a realidade e me faz sonhar…
Apresenta-me o paraíso, mas me esquece no inferno…
Diz que me ama e me beija no rosto…
Você é a dúvida que me encanta
E tem o jeito certo pra minha perdição!
(Imagem: óleo sobre tela, Willian Turner)