
Para pensar 08

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


O infinito não tem ângulos, apenas curvas
– linhas que se curvam, que se encontram, mal se tocam
Não tem começo , não tem fim
É perfeito em sua forma
Passa do passado ao futuro, volta do futuro ao presente
E se entrelaça, se laça, mas sem nós
Há um ponto, no infinito, onde tudo se encontra...
Nosso amor não tem pontas – somente laços
– linhas que nos ligam e nos mantêm unidos
Não tem começo, não tem fim
É perfeito em seu existir.
Sem passado, sem futuro, nada cobra nem promete
E se revela e se realiza, mas sem nós
Há um ponto, no amor, onde tudo se alegra...
No meu amor eu te guardo...
No infinito, eu te espero...
(Imagem: banco de imagens Google)

Não há como apreciar essa escultura sem sentir forte emoção, sem aquele aperto no peito de ver alguém deixando para trás a própria vida para tentar sobreviver…
Bruno Catalano, escultor francês, nos brinda com esse trabalho extraordinário – Les voyageurs ou I viaggiatori ou Os viajantes.
Há várias dessas esculturas espalhadas em portos, estações de trem e outros locais de partida de imigrantes. A obra, em destaque na abertura do texto, está no porto de Marseille, na França.
Outras de suas obras:

E:

O escultor desconstrói a figura humana e retrata o imigrante: ele se vai, leva sua bagagem e parte de seu corpo. Porque não consegue partir por inteiro – sua alma, sua essência, seu amor ficarão na terra natal. A fragilidade de quem se vai, deixando tudo para trás.

Deixando tudo – afetos, família, amigos, todos os bens materiais sabe-se lá com que dificuldade dificultados, e, principalmente, deixando seu coração, sua alma, a maior parte de si mesmo. Imigrar não é um sonho…

Homenageio, aqui, os Imigrantes Italianos, que tornaram nosso Brasil mais bonito, mais alegre, mais desenvolvido e muito mais “saboroso”.

(Imagens: banco de imagens Google)

Quando duas almas se encontram
Quando duas pessoas conseguem ter uma química bastarda, um vínculo que queima, nem o tempo, nem a distância, nem o orgulho. podem apagar esse fogo que nasce.
Porque não é só o roçar da pele, é o eco do riso, os olhares que falam, o tremor no ar quando seus mundos lutam, se chocam e se reencontram.
Aconteça o que acontecer, mesmo que tudo conspire, mesmo que as palavras machuquem ou o silêncio grite,
há algo indomável, como um ímã invisível, que os empurra, os aproxima, os une.
Eles são como rios que sempre deságuam no mesmo mar, por mais que tentem fugir.
Eles são a tempestade e a calmaria, a luta e o abrigo, o caos perfeito onde sempre querem viver.
E é aí que o destino sussurra seus nomes,
quando a pele chama e a alma responde, não há barreira que os detenha, nenhuma força que os separe.
Eles sempre acabam se procurando,
porque o que eles têm vai além do humano, é fogo eterno, é vida em sua essência, é amor,
puro, selvagem, inevitável.

Eu amo os milhares de sorrisos que você tem, e toda paz que eles transmitem ao meu coração.
Eu amo tuas risadas, tuas piadas sem graça e tuas tentativas de me tirar do sério.
Eu amo a tua cara enciumada, o bico que você faz quando fica emburrado ou pedindo beijo.
Eu amo quando você pára e fica me olhando em silêncio, e quando você me deita sobre teu peito e me faz carinho.
Quando você entrelaça tuas mãos nas minhas e segura forte como quem não quer soltar. E sei que não vai…
Eu amo quando te vejo chegando no portão para me buscar. E o teu abraço apertado, que encaixa os nossos corações como duas peças de um quebra-cabeça.
Eu amo acordar com o teu “bom dia” e “eu te amo”.
Eu amo chegar no final do dia e receber um telefonema seu, e passar horas contando como foi o dia um do outro, dividindo histórias e segredos.
Eu amo quando você concorda quando eu digo que somos melhores juntos.
E amo ouvir de você planos e sonhos de uma vida à dois.
Eu amo ser tua.
E amo te sentir meu. Te saber meu. Cada parte de você. Tudo em você…
Eu amo.
Eu te amo.
Para sempre.
(Imagem: foto de Paula Castanheira)
