
Para pensar 05

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –



Não desista do amor. Desista de pessoas confusas, de quem não sabe o que quer, de quem não valoriza seu afeto, de quem não enxerga a pessoa incrível que você é.
Não desista do amor. Desista de tentar mergulhar em pessoas rasas, de quem vive na superficialidade das aparências, de quem não tem a profundidade para comportar a sua imensidão.
Não desista do amor. Desista de ficar dando novas chances para quem já mostrou várias vezes que não é a pessoa certa para você, de insistir em portas que não se abrem, de se negar a ver quem o outro já mostrou ser.
Não desista do amor. Desista de quem te machuca, de quem tira a sua paz, de quem ameaça o seu equilíbrio emocional.
Mas não desista do amor. Porque o amor de verdade é força que move a existência, é energia que da mais sentido a vida, é sentimento que conecta os seres e os coloca juntos numa jornada de crescimento a dois.
É por isso que do amor nunca se desiste. Ele nos pertence. A gente desiste é das pessoas que tentam nos afastar dele. O amor a gente abraça.

É a saudade que faz o dia nublar em pleno sol. É a saudade que impede a chuva cair para lavar a terra árida de um coração solitário.
E é a saudade que orvalha os olhos a qualquer lembrança que assalta a mente, ao ouvir uma determinada música, ao sentir um perfume…
Essa ausência dolorida que tira as cores da vida e torna tudo cinzento.
Que não deixa o coração bater sossegado, e o apressa, e o freia, e tira todo seu ritmo.
Tanta saudade que o corpo já não reage – não há dia, não há noite, não há fome, não há sono nem alegria nem esperança.
Essa é a desesperança que a saudade traz e que anula toda vontade de viver.
É a saudade que bate a janela durante a noite toda e impede o adormecer.
Essa falta de motivo, essa vontade de apagar, esse desejo de sumir.
E, em um dia no ano, no Dia da Saudade, podemos sentir toda essa saudade intensa, dar vazão à dor, e ao desespero, que não cabem no peito e escorrem pelas faces como lágrimas de angústia.
Não, não é a insônia que não deixa dormir. É a saudade…
(Imagem: banco de imagens Google)

Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limitar da madrugada.
Tu eras água.
Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.
Eras o fruto
nos meus dedos a tremer.
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.
Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.

Tem dias que sua ausência pesa tanto que parece impossível continuar respirando. Eu quero te ver, te ouvir, te tocar, mas só resta o silêncio. E, ainda assim, algo dentro de mim me diz que você ainda está aqui, escondido nos pequenos detalhes.
Deixe-me sentir você na brisa que acaricia meu rosto, na canção que aparece quando mais sinto sua falta, no perfume daquilo que um dia compartilhamos. Deixe-me sonhar com você, porque nos sonhos não há despedidas, apenas abraços que não se desgastam.
Deixe eu te encontrar nas memórias que agora são meu refúgio. Ensina-me a te ver nos sinais que me cercam, no voo de um pássaro, no brilho de uma estrela, no sorriso de um estranho.
Eu prometo que vou continuar, não porque a dor é pequena, mas porque o amor que você deixou é maior. Vou continuar porque sei que você ainda está aqui, em tudo ao meu redor, sussurrando para mim que isto não é um adeus, mas um até logo.
Deixe-me sentir você, porque embora não possa te ver, o amor nunca se despede.
(Imagem: banco de imagens Google)