Texto de Cândido Arouca

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O AMOR DESCONCERTA

O eterno e desconcertante amor! Ele surge do nada e, muitas vezes, nos momentos mais inesperados! Quando surge arrebata-nos, descontrola-nos, desconstrói-nos, desalinha todas as mossas emoções!

Chega e entra na nossa vida como um intruso, comanda-nos e faz de nós o que quer, literalmente o que quer!

E, porque o amor o exige, somos assaltados por um poder que desconhecemos que começa a conduzir os nossos passos, as nossas acções, as nossas emoções, a nossa vida!

Somos invadidos por um turbilhão de sentimentos que desejávamos nunca ter experimentado; a dor, o ciúme, o medo da perda, a insegurança, o sentimento de posse, a necessidade de saber do outro, a vontade de estar sempre perto.

E, mesmo sabendo que essa perda de controlo pode ser prejudicial, não temos o discernimento, a capacidade de nos conter porque o que nos comanda – o amor – não tem uma explicação lógica, não existe de forma igual para todos, não tem um padrão, não nos assalta a todos da mesma forma.

Apesar de todas as contradições, as diferentes formas de entender o amor, ele é sempre um sentimento único e deve ser vivido com toda a intensidade.

Mesmo que não sejamos capazes de exercer algum controlo na forma de viver o amor, devemos deixar-nos enlear, enredar, envolver, por esse sentimento essencial à vida.

Texto de Carolina Monsi

Eu desisti daquilo que um dia me fez sorrir, sentir frio na barriga e o meu coração palpitar. Eu desisti daquilo que já me fez bem e que fez a felicidade transbordar em mim. Eu desisti daquilo que um dia foi a minha melhor escolha, o meu melhor presente e o meu abraço favorito. Desisti de nós e se você acha que foi por falta de amor, está errado.

Eu desisti de você mesmo com todo o amor que carregava em mim. Eu desisti daquilo que me sufocou, me prendeu e me machucou. Eu desisti de fingir que estava tudo bem, dos seus carinhos calculados e das nossas conversas forçadas. É, hoje eu desisti de você e não foi porque eu não te amo mais. Falam que quem ama não desiste nunca. Mentira. Quem ama desiste sim. É que uma hora cansa, sabe? Cansa ter que correr atrás, pedir desculpas sem estar errado ou se dar conta de que a pessoa não te valoriza. É que isso tudo dói. Dói dar amor e não receber. E é por isso que eu fui indo embora.

Desistir é sobre amar. É sobre amar a si mais do que ama o outro. É sobre se valorizar, se querer bem e não se permitir ficar onde há desamor. E hoje eu percebo que a minha melhor escolha mesmo foi ter aberto mão de você, das nossas histórias e dos nossos planos. Agora vejo que desistir de você foi a maior prova de amor que me dei. Eu desisti de você porque você não pensou duas vezes em desistir de nós. Desisti de você para lutar por mim. Desisti de você porque não me permiti desistir de mim.

Dia de poesia – Florbela Espanca – Amiga

Mão, homem, beijando, mulher, par, um. Mão, silueta, fundo, isolado, homem,  beijando, branca, mulher, estúdio, um, caucasiano

Deixa-me ser a tua amiga, Amor;
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho…
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…

Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos
Os beijos que sonhei pra minha boca!…