A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Gosto da profundidade dessas relações intensas, pois é nas paixões mais densas que se vive de verdade, mas tamanha intensidade requer muito de sandice pra buscar o mais difícil, mais espesso e mais profundo: que é melhor morrer no fundo que viver na superfície
Quando chegar e quiser entrar Nesse templo que é tão sagrado, Primeiro acalme seus pensamentos, Controle sua respiração, Vista a alma de muita paz e Pense que pisará neste solo Onde poucos já pisaram. Tire os calçados e a vaidade, Entre sozinho, em paz total. Não olhe as marcas das paredes ao redor Nem pergunte quem lá já esteve, Apenas entre. Como em prece, saudando quem hoje ali habita Sinta-se acolhido no amor; Respire ali toda a ternura, Toda essa profunda emoção. Deixe todo o peso de fora, Toda amargura e insatisfação. Entre com olhos de amante, Coração leve, passos calmos. Não se apresse nem o afobe: Ele tem seu próprio ritmo. Pode chorar toda sua dor Porque agora ela nunca mais doerá. Solte-se, relaxe as defesas. Ali dentro você estará seguro Como em nenhum outro lugar, E ouvirá em benção: “bem-vindo”. Entre, se aconchegue e fique aqui Você estará neste templo sagrado Dentro do peito onde é tão amado Aqui é o meu coração: A sua nova morada.
Não ter morada habitar como um beijo entre os lábios fingir-se ausente e suspirar (o meu corpo não se reconhece na espera) percorrer com um só gesto o teu corpo e beber toda a ternura para refazer o rosto em que desapareces o abraço em que desobedeces