Poesia da casa – Tempestade (memória) Nas asas do vento da noite em que chove O som à distância O medo da noite “Não vá” – diz o vento “Eu vou” – diz a chuva e corre ligeira em busca do mar Um risco no céu um estrondo na terra um raio no espaço O vento ventado é nada a chuva caída é água a esperança que volta é vida
Poesia da casa – Rio e dor Não era apenas água – era uma gota escorrendoUma gota de chuvaUma gota de lágrimaUma gota de dorNão era apenas amor – era um mundo inteiroUm mundo de paixãoUm mundo de encantamentoUm mundo de dorNão era apenas entrega - era um ato de amorEra entrega de um corpoEra entrega de uma vidaEra prenúncio da dorNão era apenas adeus - era a separaçãoEra o fim de um amorEra o rompimento de um coraçãoEra uma explosão de dorEra uma vida que se acabavaEra uma entrega recusadaEra um amor que morriaComo um rio que seguia (Imagem: foto de Sofia Pedraza Ferreira)
Paz (memória) Voo cego – solidão não é liberdade Abismos esperam o passo em falso Precipícios da alma, escuridão no dia claro As flores se despetalaram ao vento A vida se desfez em um breve instante O que era já não está mais O que existia não mais acontece Tudo é nuvem que se desfaz e desaparece Não é mais preciso remar – viver à deriva Que a vida não vale a pena ser vivida Rochedos esperam depois da curva Fechando de vez o caminho incerto Já não há para onde ir A noite cai em uma vida inútil E então, finalmente, sem sofrimento, Sem lágrimas, sem dores – em paz, Alma e corpo irão descansar – Flutuar na eternidade (Imagem: banco de imagens Google)
Dia de poesia – Donna Ashworth – Perda Quando eu for,não aprenda a viver sem mim,aprenda a viver com o meu amor,de um jeito diferente.Se precisares me ver,fecha os olhos…ou busca na tua sombra,quando o sol brilha.Eu estou lá.Senta-te comigo no silêncio,e sentirás: eu não fui embora.Almas que se misturam jamais se separam.Quando eu for,não tente me esquecer,mas aprende a me encontrar nos momentos.Eu estarei lá.