
A flor
tão altiva e convencida
cheia de orgulho e soberba
se olhou no espelho.
E se viu tão solitária,
sozinha no vaso, sem amor,
deitou a cabeça
e morreu…
(Imagem: banco de imagens Google)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

A flor
tão altiva e convencida
cheia de orgulho e soberba
se olhou no espelho.
E se viu tão solitária,
sozinha no vaso, sem amor,
deitou a cabeça
e morreu…
(Imagem: banco de imagens Google)
Quando bate a saudade dolorida, quando a tristeza embaça o encanto, só nos resta o grande Poetinha…

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
(Imagem – banco de imagens Google)

Se não era para ficares, por que chegaste tão cedo?
Se era para partires, por que vieste um dia?
Igual uma chuva, tão desejada, mas que não dura,
Porque vem o sol que apaga todos os sinais.
Ou um deslumbrante luar em noite clara,
E, depois que vem o amanhecer, o dia faz desaparecer.
Se era para acabar e causar tanta dor, por que começou?
Se era para caíres em seguida, por que alçaste esse voo?
Da mesma forma que as marcas deixadas na areia
São em seguida desfeitas pelas ondas do mar;
E os frutos, tão caprichosamente concebidos na natureza
São derrubados e destruídos pelo vento insensível.
Se não pretendias amar, por que o juraste em falso?
Se não era para ser amor, por que surgiu esta paixão?
Como nuvens formando as mais lindas figuras
Que não permanecem, somem à primeira brisa.
Tudo que temos são as brancas espumas do mar
Que se desfazem quando se deitam em sua amada areia.
Se não era para beijares, por que me abraçaste?
Se não pretendias me levar, por que me chamaste?
(Imagem: banco de imagens Google)

Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;
Já liguei só para ouvir uma voz;
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguém especial... (e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Fui amado e não amei...
(Imagem: banco de imagens Google)
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Em algum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Sou feita só de saudade.
Não sou massa nem sou visível.
Esse corpo fraco que ocupo não é meu.
Pairo sobre os mortais preocupados em viver.
Não tenho esses sentimentos de apego à vida
E muito menos de medo da morte.
Flutuo em um mundo de pesos-pesados
Não sei lidar com os humanos.
Porque minha essência é a saudade
Sou apenas sentimento.
E um único sentimento.
De saudade me alimento.
Com saudade adormeço
Por saudade amanheço
Só de saudade eu vivo
E de saudade hei de morrer.
(Imagem: óleo sobre tela, Maria Alice)