
Quando os meus filhos
disserem aos meus netos
o quanto eu os amava;
e quando os meus netos
disserem aos meus filhos
que guardam lembranças minhas
e de mim sentem saudade,
não terei morrido nunca:
serei eternidade!
(Imagem: foto de Maria Alice)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Quando os meus filhos
disserem aos meus netos
o quanto eu os amava;
e quando os meus netos
disserem aos meus filhos
que guardam lembranças minhas
e de mim sentem saudade,
não terei morrido nunca:
serei eternidade!
(Imagem: foto de Maria Alice)

O mar quase transparente se colore entre verdes e azuis de forma absolutamente inacreditável. O céu monocromático de intenso azul. Ambos pontuados de branco – um com suas espumas, outros com suas nuvens. Brancos etéreos, igualmente feitos de água.
Em súbito de repente o vento chega, invejoso, desmanchando as espumas, esparramando as nuvens.
O mar, plumbeado, se apressa em recolher e guardar suas cores. As ondas se desgovernam, já não sabem para onde ir, perdem seu ritmo. O azul do céu se desvanece em cinzas. A claridade se esvai…
Atônitas, as pessoas se assustam. Os que estão no mar correm para a praia, os que estão na praia se apressam em ir para o calçadão, e aquelas que nele caminhavam se dirigem para as casas.
Ouço portas batendo com o vento. Ouço janelas sendo fechadas. A humanidade se recolhe. Medo do mar. Medo do vento…
Continuo em minha varanda assistindo ao espetáculo da transmutação repentina.
Na linha do horizonte, onde agora céu e mar se confundem, a única alteração são as luzes que se acendem nas dezenas de navios fundeados, esperando sua vez de entrar no canal.
Não saem correndo, não pulam, não saltam. Continuam ali, imóveis, no vai-e-vem das marolas agora furiosas.
Nenhum se apavora. Nenhum tenta fugir. Sabem que a tempestade vai passar. E, quando acabar, tudo voltará a ser como antes – mar calmo, céu limpo e azul, sol brilhando.
Essa certeza os mantém calmos. Esperam melhores momentos que sabem que virão.
Comparo esses navios, tão grandes em si, tão pequenos na imensidão do mar, com as pessoas que fugiram, assustadas com a tormenta.
Tão cheios de si, tão arrogantes, se sentem tão importantes. Mas diante da menor demonstração da força da natureza, saem correndo, tentando se abrigar, se esconder…
Devemos ser, nas horas agitadas das procelas do destino, como os navios na tempestade: não tomam decisões, não se abalam, não se agitam.
Confiam em sua âncora, que os mantêm fundeados, e, calmamente, esperam o fim da tormenta.
Que nossa fé seja nossa âncora e nos faça confiar o suficiente para que, como Pedro, também possamos andar sobre as águas…
(Guar., 16,08,2014, e, hoje, vi tudo se repetir…)
(Imagem: foto de Maria Alice)

Todos os anos os pais do Martin levavam-no para a avó, para passar as férias de verão, e eles voltavam para a casa no mesmo trem no dia seguinte.
Um dia a criança disse aos pais:
“Já estou crescido. Posso ir sozinho para a casa da minha avó?”
Depois de uma breve discussão, os pais aceitaram.
Despedem-se do filho dando algumas dicas pela janela, enquanto Martin repetia:
“Eu sei, já me disseram isso mais de mil vezes”.
O trem está prestes a sair e seu pai murmurou aos ouvidos:
“Filho, se você se sentir mal ou inseguro, isso é para você”. E colocou algo no bolso dele.
Agora Martin está sozinho, sentado no trem como queria, sem os pais pela primeira vez.
Admira a paisagem pela janela, alguns desconhecidos fazem barulho. O supervisor faz algum comentário sobre o fato de estar sozinho. Uma pessoa olhou para ele com olhar de tristeza.
Martin agora está se sentindo mal e, cada minuto que passa, sente mais medo. Abaixou a cabeça e as lagrimas escorreram.
Então, ele lembrou que o pai colocou algo no bolso dele. Ele pegou o pedaço de papel e nele estava escrito:
“FILHO, ESTOU NO ÚLTIMO VAGÃO”
Assim somos nós pais, devemos deixar os filhos irem, mas que eles sempre tenham a certeza de que estamos aqui, no ultimo vagão.
Desconheço o autor, mas achei lindo e resolvi compartilhar.

Recordo a maneira como olhavas para mim
Como se os teus olhos castanhos
Estivessem a decorar a minha imagem
E eu escrevia-te na minha pele
Como se fosses uma tatuagem
Recordo sempre o teu sorriso
Não importa a hora nem o lugar
O teu olhar é impossível de apagar
Imortalizei-te nas minhas poesias
Como só um poeta sabe fazer
Imortalizei-te na minha alma
Tal e qual como o amor deve ser
Recordo a maneira como olhavas para mim
E esse olhar sempre me fez sentir especial
Guardo-te sempre no meu coração
Onde essa chama arde sem parar
Onde o verdadeiro amor ficou
E essa chama nunca mais se apagou
Não sei onde a vida me leva
Mas sei que te levo sempre comigo
Dentro do sítio mais bonito
Que tenho dentro de mim
Levo o teu sorriso no pensamento
O sabor dos teus lábios nos meus
O perfume do teu corpo
Ficou entranhado dentro da minha pele
O teu amor é a ligação perfeita
Que liga a alma ao coração
Onde quer que a vida me leve
Eu levo-te comigo nas minhas memórias
Nas minhas mais bonitas poesias
E se nunca mais te encontrar nesta vida
Eu prometo procurar-te sem parar
Por mais de dez mil vidas
Até te voltar a encontrar...
No meio da noite
Quebrando o silêncio
Pia a coruja

São fortes as cores
das asas das borboletas
- flores a voar

Corre uma lágrima
Na delicada pétala:
É a chuva na flor

(Imagens: banco de imagens Google)