Categoria: Sem categoria
Eterna espera

E eu esperei.
Com a paciência de um pescador,
Sentei-me à beira-mar e esperei.
Por todos os séculos que você não voltou.
Assim eu esperei
Com a alegria de uma criança
Em meio a tantos brinquedos
Por todos os anos que você não voltou.
Então eu esperei
Com a confiança de uma mãe,
De madrugada no canto da sala,
Por todas as noites que você não voltou.
E eu ainda espero
Com a perseverança de uma mulher
Que apaixonada acredita em amar
Eu para sempre esperarei
Por todas as noites, anos e séculos,
Esperarei eternamente pela sua volta
(Imagem: banco de imagens Google)
Cora, sempre Coralina

Espaço de Ana Acto

Quem fui eu? Talvez mais uma história Não sei se amaste Já nem sei se amei E tudo que agora se diga Só embeleza ou destrói O que se viveu Nem tudo acaba por falta de amor Nem tudo continua por o haver... E em mágoa Tudo o que deveria ser recordado Como quase perfeito, é deturpado Todas as palavras sussurradas Todos os beijos roubados Eu, continuo a mesma Que te recebeu e aconchegou o corpo E quis eu, a alma E entristece-me saber Que em teu coração sintas desfocado Tudo que juntos vivemos Podemos dizer que não era o tempo Ou o momento Jogar ao ar todas e quaisquer razões Não há vítimas nem culpados Me silenciarei... Mas não destruas em ti O que melhor te dei de mim Se há na separação dor Lembra-te Houve na união, amor...
Reviver 4
Dia de poesia – Nuno Júdice

Saber o que és, dizer o teu corpo, ouvir-te num breve instante, dizer o que é amor sem o dizer, tirar de mim um poema que te cante; e ver passar-te por entre os dedos o fio de luz que prende os teus olhos, e vê-lo enrolar-se em segredos quando a tua voz o apaga e acende; tocar-te os lábios num fim de verso, ver-te hesitar entre sorriso e mágoa, perguntar se o teu rosto tem reverso, e ter nele uma transparência de água: é o que vejo em ti no cair de véu em que me dás a terra que vale o céu.