A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Ele foi mais que um poeta. Foi o maior Poeta brasileiro do Século XX. Poeta, escritor, embaixador, compositor, cantor, vagabundo oficial.. ele, só ele poderia ser tudo isso, e muito mais, bebericando seu interminável uísque pelos palcos, sentado em um banquinho com o infalível cigarro e o inseparável violão… Afinal, como ele pensava e dizia “O uísque é o melhor amigo do homem: é um cachorro engarrafado.“
Vinicius de Moraes, ou melhor VINICIUS DE MORAES, porque ele foi maiúsculo na criação, na emoção, na vida… Vinicius partiu sabendo quantas paixões curtiu em seu viver, mas nunca saberá quantas despertou…
Em comemoração à data de seu aniversário – 19 de outubro – esta semana será dedicada a sua imensa obra, com a publicação e divulgação de alguns textos e canções…
Soneto de carnaval
Distante o meu amor, se me afigura O amor como um patético tormento Pensar nele é morrer de desventura Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura Todo o instante perdido é um sofrimento Cada beijo lembrado uma tortura Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim E eu dela, enquanto breves vão-se os anos Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos: Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
A chuva esconde as lágrimas. O desejo se fez intenso. Rebolando pelo chão, abraçados sem medo. A chuva deixou o seu rasto , nesse profundo desejo. O sorriso, a paixão. O amor faz esquecer as lágrimas escondidas num dia de verão , em que a tempestade morreu num abraço perfundo. Um amor eterno, quase impossível nas margens submersas de um amor que se afogou.