
Abrindo espaço para Lu Nascimento

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Definir saudade?
Não consigo.
É dos sentimentos mais avassaladores que existem.
Como se descreve o vazio?
O silêncio?
A ausência?
Saudades não é só sentir falta de alguém.
É sentir a falta de como somos com esse alguém
Como traduzir em palavras aquilo que a saudade corta sem nada tocar.
Que fere.
Que magoa.
Que esvazia.
Que ecoa.
Que enlouquece.
Nada disto se assemelha à saudade que sinto.
São pequenas as palavras que a descrevem.
Definir saudade?
Não me é possível.
Talvez por a sentir tão em mim.
Talvez porque me toque na pele todos os dias.
(Imagem: banco de inagens Google)

O que é o silêncio?
Apenas a ausência dos sons?
A falta de ruídos?
O silêncio é concreto ou abstrato? Necessário ou indesejado?
O silêncio não apenas nos cobre, mas nos invade. Toma nossa alma e a faz refém.
Não da calma, mas da calmaria que antecede a tempestade.
Não do sol que aquece, mas do calor que abrasa e destrói.
O silêncio pode ser a companhia ideal em certas situações, mas pode ser o opressor que tortura em tantas outras.
Quando resulta do abandono, do descaso, da solidão dolorida de uma ausência, o silêncio é dor, faz sangrar.
Na madrugada é bem-vindo, mas nos domingos é aflitivo.
Na hora da oração é necessário, mas na hora na qual deveria haver cantos e alegria, é cruciante.
A saudade é feita de longos e cruéis silêncios.
Quantas vezes o silêncio é torturante, mais ensurdecedor do que qualquer barulho.
O silêncio é a foto que congela as ondas do mar sem seu canto, as águas tombando na cachoeira sem seu estrondo, a alegria dos pássaros depois da chuva, sem sua algazarra…
Tão antagônico, tão contrário a si mesmo é o silêncio, e, neste exato momento, tão amado e tão dolorido para mim…
(Imagem: foto de Marina Maggioni)



Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Amelie desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de Janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.(Wikipedia)
Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Amelie desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de Janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.(Wikipedia)
Assisti “Amélia”, o filme estrelado por Hilary Swank no papel-título e Richard Gere como Georde Putnam, baseado na biografia escrita por Susan Butler, Mary Lovell e Elgen Long, com direção da indiana Mira Nair. Simplesmente fabuloso, digno se ser visto.
Mostra com bastante fidelidade parte da vida da aviadora americana Amelia Earhart.
Surpreendente a coragem dessa mulher, de se lançar em vôos – solos e acompanhada – através do Atlântico e do mundo, no tempo em que a aviaçao comercial engatinhava.
Sua aura se deve, principalmente, ao reduzidíssimo número de mulheres que o faziam naquele tempo (até nos dias atuais não há grande número de mulheres pilotando aviões).
Era um salto no escuro, uma vez que não dispunham de um meio de comunicação satisfatório com a terra, os rádios não eram tão desenvolvidos como hoje, o vôo era integralmente pilotado, não existiam aparelhos auxiliares.
O filme mostra bem como era tosca a aviação na primeira metade do século XX.
E também surpreende a personalidade de Amelia, que é livre de alma e ações.
Se a ligação dela com George Putnam se consolidou foi simplesmente porque ele a aceitou como era. Muito ilustrativa a frase que ele diz quando Amelia e Gene, amigo comum que fora amante de Amelia, a tenta demover da idéia da circunavegação, e, sem sucesso, ele vai embora desejando boa sorte à aviadora. A seu lado lhe diz o marido: “Ele não entende”, e ela sorri.
Realmente, o que mantinha unidos George e Amelia era que ele entendia: entendia a necessidade dela de voar, de se aventurar, de ir além. Sabia que a mulher não era pássaro de gaiola.
E não somente a entendia, como a auxiliava a angariar fundos para realizar seus sonhos, ajudou a comprar aviões, deu todo apoio, embora deixe patente a dor de vê-la ir-se a cada partida, porque não sabia se voltaria.
E quando Amelia não voltou George envidou todos os recursos a seu alcance para encontrá-la, ou, ao menos, descobrir o que houve.
Esse filme dá vida e cor à história encantadora e desafiante de Amelia Earhart, uma mulher que viveu além de seu tempo, que desafiou as distâncias e não se deixou dominar.
Vale a pena assistir, garanto…
(03.07.2010)