
Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir.
Na minha memória, tão congestionada – e no meu coração – tão cheio de marcas e poços – você ocupa um dos lugares mais bonitos.
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir.
Na minha memória, tão congestionada – e no meu coração – tão cheio de marcas e poços – você ocupa um dos lugares mais bonitos.


Cuando el silencio reflexiona
la mente escucha y observa
la voz tranquila espera su turno
el alma comienza a dialogar
escuchando el latir del corazón
que cuenta los secretos
de cómo amar, amando.
Una gran emoción
sacude el corazón
como solo ella sabe
despertando un universo
de sentimientos únicos
que muestran su magia
con el susurro de sus palabras
vestidas de luz.
Cuando el silencio reflexiona
el tiempo camina descalzo
sobre la alfombra de los segundos
de ese instante mágico
sin momento, pero con recuerdo
en el que el corazón grita
la emoción de sentir.


Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de
uma semana, um mês ou dois,
quem sabe? O verão está aí, haverá sol
quase todos os dias, e sempre resta
essa coisa chamada “impulso vital”.
Pois esse impulso às vezes cruel,
porque permite que a dor insista
por muito tempo, te empurrará
quem sabe para o sol, para o mar,
para uma nova estrada qualquer e,
de repente, no meio de uma frase
ou de um movimento te surpreenderás
pensando algo assim como “estou
contente outra vez”.
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol, / Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz / E corre um silêncio pela erva fora. (Fernando Pessoa)

Céu muito azul, fim de outono, anúncios de inverno. Folhas ainda verdes, chuvas temporãs ajudando a natureza.
Nada muda para a humana percepção. Em um de repente sei que o céu se cobrirá de cinza, sei que ventos violentos surgirão não se sabe de onde vindos, as folhas não estarão mais nas árvores, mas cobrirão o chão.
Mas não poderei ver os detalhes dessas mudanças, a cada segundo se preparando para nos surpreender.
Vemos o antes e o depois. Não temos capacidade para escrutinar momento a momento o que se passa em torno de nós.
Um dia, sem que nos déssemos conta, ficamos adultos, responsáveis por nós mesmos, nossa felicidade, nosso bem-estar e nosso sustento. E, ainda mais de repente, nos tornamos responsáveis por tudo de nossos filhos, tão pequenos, tão dependentes.
E quando olhamos novamente, eles já se tornaram adultos, tomaram as rédeas da própria vida e se foram. E nos tornamos responsáveis então pelos nossos pais, que eram tão fortes, tão determinados, tão independentes. Apenas a nossos olhos.
E os ventos se vão, a chuva cessa e novas folhas nascerão quando vier a primavera.
Quem sabe se ainda estará aqui para ver as flores que virão? E quem conosco ainda estará nessa nova estação?
Mas tenho uma certeza nessa vida: a de que o céu será – quase sempre – lindamente azul.
(Imagem: foto de Maria Alice)