
Dia de Poesia – Jenario, o de Fátima

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


E vem o Ano-Novo de novo.
A vida em festa, que alegria!
Pensei em transformar isso em poesia,
Mas ficar buscando rima só me dá agonia.
Daí, disseram que tinha amigo secreto.
E eu quase tive um treco.
Tenho complexo, confesso.
Sempre digo, se é amigo, não é secreto.
Se é oculto, não é amigo,
É sinistro.
Porém, se o presente é um texto
Dá-se um jeito.
O problema é a lembrancinha.
Só aquela coisinha
De mínimo valor.
Que pode ir de um lápis ao Cristo Redentor.
Aí, você vai lá, descobrir o que gosta a criatura
Que você tirou no sorteio por ventura.
Compra aquela caneta tinteiro que levou o seu salário inteiro.
E ganha um pirulito ou um bombom esquisito
Ou ainda um pano de prato bordado que não pode ser molhado.
Sim, sim, trauma. Calma!
Não, não vou participar, você ousa se isolar.
“Ah, seu estraga-prazer! Seu antissocial,
A gente agradece o que ganha.”
Vai, vai nessa, ariranha!
Escrever é mais fácil e o que de melhor faço.
Eu acho...
Seja lá como for, recebe essa lembrança,
Amigo.
E não fique bravo comigo
Por brincar dessa maneira contigo.
Desejo um Natal de paz e bonança
E um 2025 de muita alegria e esperança.
PS:
Ah, se eu ficar rica e famosa,
Pode expor essa obra e dizer que me conhece todo prosa.
Se eu for presa, com certeza,
Pode rasgar e queimar esta prova!
(Imagem: banco de imagens Google)

A primeira vez que eu te insultar,
a primeira vez que eu te humilhar,
a primeira vez que eu tentar te controlar,
a primeira vez que eu te culpar,
que te anular, que te quebrar…
Sai. Sai sem olhar para trás.
Nem uma explicação.
A primeira vez que eu te menosprezar,
que eu levantar a voz,
que eu gritar batendo na parede,
sai pela porta.
Desaparece.
Nem uma dúvida.
Quando eu te pedir para não ser tanto,
quando eu diminuir tua alegria,
quando eu cortar tua diversão,
quando eu debochar dos teus planos,
das tuas ideias, dos teus sonhos…
Quando eu tentar arrancar tuas asas,
sai pela porta e voa.
(Imagem: foto de Maria Alice)

Não sei onde te guardarei amor!
Para que não mais me atormentes
Não quero lágrimas vazias
Desprovidas de qualquer sentimento
Seriam demasiado cruéis
Ao tanto que nos fomos
Mas estas,
Afogam-me na pouca vida
Que me resta
Calam-se-me todas as palavras
Ao tanto que as consumo
Dorida em meu silêncio
E me visto de luto
Te guardarei amor
Em um qualquer recanto
Dentro de mim
Algures entre a esperança, os sonhos
E a tristeza
Porque coabitam entre si
E se vão revezando entre murmúrios
Saudosos
Esperando serem resgatadas de novo
E aí,
Aí te guardarei amor
Todas as metáforas e sentimentos
E a pouca inspiração que me resta
Quem sabe um dia
Me apanhes desprevenida
E nos voltemos a encontrar
Em meio ao nada, uma badalada.
Um simples e singelo badalar de um sino.
E na escuridão brilhou uma estrela.
O céu se salpicou de pequenas estrelas
enquanto uma grande estrela riscou o que
antes era apenas um profundo escuro.
Então no silêncio ecoou uma voz angelical.
E um coro de anjos entoou uma canção
em homenagem ao menino deus
que ali perto acabara de nascer, e agora dormia
nas palhas de uma pobre manjedoura, ante o olhar
encantado e assustado de Maria e de José.
E o mundo nunca mais foi o mesmo.
Ali estava Aquele que viera para redimir
os pecados de toda a humanidade.
Ensinar aos homens a humildade e o perdão.
Nessa noite, no meio da escuridão, os sinos
bateram, a estrelas brilharam e os anjos cantaram...
Tudo isso aconteceu em Belém.
Neste dia tão abençoado, o Dia da Natividade,
surgia naquele humilde canto um presépio:
Era o Primeiro Natal.