A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Eu sei e você sabe já que a vida quis assim Que nada nesse mundo levará você de mim Eu sei e você sabe Que a distância não existe Que todo grande amor Só é bem grande se for triste Por isso meu amor Não tenho medo de sofrer Que todos os caminhos Me encaminharam a você. Assim como o Oceano, só é belo com o luar Assim como a canção, só tem razão se se cantar Assim como uma nuvem, só acontece se chover Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer Assim como viver sem ter amor, não é viver Não há você sem mim E eu não existo sem você.
Arrastada vai a folha, pelo vento, pela brisa Ora para, ora voa, não tem repouso ou guarida Tão queimada pelo sol, tão saudosa de seu galho Segue a folha seu destino, sonha chegar ao regato
Depois de tanto sofrer, é sol, é sede, é cansaço Finalmente vem a chuva e a leva a enxurrada Sente a folha muita alegria, ao ser tocada pela água fresca Vai cantando sorridente, encontrar o seu destino.
Não sabe, porém, a folha, da força de uma torrente Quando enfim encontra o rio, está muito machucada Folha seca encharcada, toda quebrada e rasgada Já não pode ver o arroio, já não sente a acolhida
Assim é meu coração, seco de tanto desamor Buscando o frescor de um querer Sonhando com uma paixão Que nunca irá conhecer
Foi-se o mês de junho… com suas cantigas populares, suas festas animadas, suas comidas tão apreciadas. Missas, rezas, mastros e quermesses…
E, neste ano, veio o frio. Claro, alternado com sol, com um pouco de calor, mas, fato que não tem acontecido nos últimos anos, tivemos uma prévia de inverno.
Temperaturas baixas. Muitas reclamações (mais ou menos o tanto de reclamações que temos no verão quando a temperatura sobe à estratosfera…)
Mas a humanidade é assim, se úmido, quer seco. Se quente, quer frio. Se noite, quer dia. Se sol, quer chuva. Nunca se satisfaz nem se contenta.
Principalmente nesta época de egocentrismo e imediatismo, as pessoas estão perdendo a vida reclamando, sem perceber a maravilha da natureza.
Os dias se sucedem. Não iguais. Cada um com suas características da estação – neste ano já atravessamos um verão e um outono.
Aos 20 de junho, com a ocorrência do solstício de inverno, este teve início e se estenderá até o dia 22 de setembro.
Algumas manhãs de muita neblina, o que nos coloca em um cinzento cenário mágico, como em um sonho.
Dias curtos, noites longas.
Céu muito alto, muito azul, sem nuvens, o que torna as estrelas muito mais visíveis nas longas noites invernais, propícia ao recolhimento da alma, ao aconchego do corpo.
Ventos frios levando as folhas secas em constante canto rouco pelo chão.
Manhãs geladas e preguiçosas.
A estação mais bonita e agradável em terras tropicais onde o calor castiga.
Há beleza invernal.
Sem comparar com as outras estações, cada uma com suas características e surpresas sazonais.
E, de quebra, junto com esse frio, hoje acaba o mês de junho.
Amanhã, começaremos nossa rotineira caminhada rumo ao fim de ano.