
Numa noite sem lua o meu amor morreu
Homens sem nome levaram pela rua
Um corpo nu e morto que era o meu
(Imagem: banco de imagens Google)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Numa noite sem lua o meu amor morreu
Homens sem nome levaram pela rua
Um corpo nu e morto que era o meu
(Imagem: banco de imagens Google)

Não me interessa o que você faz para viver, eu quero saber o que de fato você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.
Não me interessa a tua idade.
Eu quero saber se você será capaz de se transformar num tolo para poder amar, viver os seus sonhos, aventurar-se de estar vivo.
Não me interessa qual o planeta que está em quadrante com a tua lua.
Eu quero saber se você tocou o centro da tua própria tristeza, e se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se você tem se contorcido e se fechado com medo da própria dor.
Eu quero saber se você é capaz de ficar com a alegria, a minha e a sua.
Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase te envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos, e sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas ou nos lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.
Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo.
Se você é capaz de escutar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.
Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.
Eu quero saber se você pode ver a beleza, mesmo quando o dia não está belo, e se você pode conectar a sua vida através da presença de Deus.
Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os teus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da lua, “SIM”
Não me interessa onde você moro ou quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e machucado até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.
Não me interessa o que você é, ou como você chegou aqui.
Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.
Não me interessa onde, o quê ou com quem você estudou.
Eu quero saber o que te sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.
Eu quero saber se você é capaz de ficar bem consigo mesmo, e se você
realmente é boa companhia para si mesmo nos momentos vazios.
(Imagem: foto de Nelson O’Reilly Filho)

Solto no espaço
Um corpo
Sofrido
Cansado
Abandonado
Trazendo na alma
Uma dor
Abatida
Atormentada
O corpo e alma
O cansaço e a dor
A vida acabada
O nada na frente
O fim do sonhar
(Imagem: banco de imagens Google)

Quero tanto sua volta, e sonho... Sonho que pode ser verdade: Quando você batesse em minha porta, e simplesmente me trouxesse você, com que amor essa porta seria aberta, com que paixão eu diria para você entrar! Sonho com a felicidade que seria ver você voltando a alegria de saber de sua volta, ver você se trazendo de volta para mim! Um sonho que eu sonho acordada e preenche toda minha alma de ilusão. Mais que um sonho, um querer, um desejo constante e obsessivo, porque eu nunca desistirei de você e esse meu querer há de trazer você de volta. E nesse dia, você baterá de novo em minha porta para, simplesmente, voltar para mim!
(Imagem: banco de imagens Google)

Ele sempre vai embora. Não consegue ou não pode ficar.
Às vezes discretamente, outras com grande estardalhaços.
Às vezes se vai mais cedo, outras fica enrolando e demora para ir.
Mas ele sempre se vai.
Sabe que deixará saudade, sua volta será ansiosamente aguardada.
E então tudo escurece, perde o brilho, o calor, e sua ausência é lamentada.
E chega a hora mais escura da noite, a hora mais fria da madrugada, a natureza em completo repouso, parece que está tudo perdido, que tudo acabou de vez. Mas que é, na verdade, o prenúncio de um novo amanhecer.
Então ele volta.
Surge, quente e imponente, em cores deslumbrantes, anunciando o novo dia.
E volta a luz, a claridade, o calor e a própria vida.
Porque o sol volta, ele sempre volta.
(Imagem: foto de Maria Alice)
