
Volta a luminosidade intensa
Volta o ar tão perfumado
Voltam as cores vibrantes
A natureza canta
Voltam as flores
E o que espero seja
Minha última primavera
(Imagem: foto de Maria Alice)
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Volta a luminosidade intensa
Volta o ar tão perfumado
Voltam as cores vibrantes
A natureza canta
Voltam as flores
E o que espero seja
Minha última primavera
(Imagem: foto de Maria Alice)

Te vas,
en el crepúsculo
del amanecer cubierto
de plúmbeo celaje
sin el velado adiós
de serena despedida,
sin percatarte tan siquiera
de que contigo te llevas
la sombra plateada
de la existencia
de mi ventura en el día a día,
quedándome solo, sin sombra,
en la pedregosa travesía
de la tormentosa soledad
de una realidad vacía.
Te vas,
y tránsito en alpargatas
buscando la esencia
de ese tiempo mio,
sintiendo en cada huella
los vidrios rotos clavarse
en las arduas quejas
de los sentidos llantos
de unos quejidos impropios
de ese recuerdo tuyo.
Te vas,
en el silencio
de unas promesas rotas
nacidas en las lágrimas
de los perennes reproches
de las ausencias engendradas
en el desierto del desamparo,
creciendo como nenúfar
en el lago velado
de las lágrimas ocultas,
la nostalgia tranquila
del encierro potestativo
de la palabra sentida.
Te vas,
y en la soledad
de mi sombra
la tormenta, el argavieso
de mis palabras deploradas
se desatan al viento
en el plúmbico cielo
de unas mudas respuestas
a unas preguntas gritadas,
anegando la orfandad
de tu ausencia,
quedándome estirado
en la añeja balsa
del querer
sin sentido.

Eu preciso muito, muito de você.
Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando nem que seja, muito de vez em quando. Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor.
Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone.
Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio. Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito, muito de você.

Vibra,
desgarra el aire
lo sacude
con la flexibilidad de sus ramas
y el tamaño de sus hojas,
baila con voz única
y canta con cimbreo
al que falta cintura,
desmantela el sol
en trémulas guirnaldas,
cobija al bicho pequeño
amansa al bicho grande
y a mí me cobija y amansa
que no soy ni grande ni pequeño.

Sempre serei vaidosa, e por isso, imploro ao universo que me conceda o privilégio de envelhecer com dignidade. Que eu tenha força para cuidar de mim mesma, sem despertar piedade, sem ser um fardo para ninguém.
Quero acordar e adormecer com um sorriso nos lábios, mesmo quando as rugas contarem a história dos meus anos. Que eu possa abraçar cada marca do tempo, sem importar se estou sozinha ou acompanhada.
Desejo envelhecer com a sabedoria de quem compreende que o tempo é valioso, mas não para ser temido. Quero saborear cada instante, sem pressa, aproveitando a beleza de cada segundo que me resta.
(Que todas as mulheres tenham a dignidade de aceitar o envelhecimento como uma bênção, sem procurar aparência jovem, sem desespero ou inveja das mais novas. Que tenham construído valores na juventude para ter paz da velhice. Que tenham seu lugar e não se arranchem na casa de algum homem por falta de capacidade para se sustentar…)
(Imagem: foto do acervo pessoal da autora)

Eu canto
em forma de poesia
Porque meu canto
é minha liberdade
É o voo do pássaro
liberto
Não o canto do pássaro
cativo
(Imagem: banco de imagens Google)