
Para ouvir… e deixar doer
Poesia da casa – Versos soltos

Meus versos soltos flutuam e se perdem pelos cantos da casa da minha alma fogem impunes pelas frestas das janelas ou se escondem atrás das pesadas mágoas Tento, em vão, capturá-los uma a um, trazê-los de volta para a minha poesia mas escorregam pelo tampo da mesa correm pelo chão onde desaparecem, e se confundem com as águas que caem dos olhos em doloridos prantos sofridos e derramados na hora derradeira do último amor que aqui um dia habitou.
(Imagem: banco de imagens Google)
Poesia da casa – A pena

A pena que leve voa, Solta, flutua no espaço, É a mesma que transcreve As mágoas todas passo. A pena que nada sente É a pena que tudo escreve; E que de nada tem pena, Mas todas as dores descreve. Essa pena, todas as penas E a dor que o outro sente, Ela apenas reescreve; Ela subscreve o que não sente, Mas a pena nunca mente: Porque a dor que ela escreve É o poeta quem sente.
(Imagem: banco de imagens Google)
Ana Acto

Acrescenta carícias à minha pele Grava nela todas as intenções que te desfilam Solta-lhe delicadamente as linhas Para que se mova leitosa sob teus dedos Acrescenta beijos à minha boca Aromas e texturas desconhecidas Bafeja-lhe teu hálito quente, ansioso Enquanto a tomas tua Enquanto me tomas tua... Acrescenta-me fantasias em surdina Cadenciadas, suspiradas, suadas Em deleite entrega verbal E todos teus acrescentos me serão verbo Alma, corpo e palavra...
Dia de poesia – de Sophia…
