Um Santo Natal aos que crêem. Oram. E acreditam que Natal é o nascimento do Deus que se fez Homem entre nós
O Natal – texto de Augusto Branco

Ah, o Natal… Ouço pessoas criticarem o consumismo desenfreado que toma as pessoas nesta época cujo significado perdeu-se entre árvores, brinquedos e Papai Noel. Certo, tudo certo…
Mas eu prefiro lembrar que neste final de ano, devido ao famigerado consumismo, milhões de empregos foram gerados e milhões de pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.
Prefiro lembrar que neste momento, por conta do dinheiro extra que receberão, muitos pais e mães de família poderão oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos.E que devido a alta propaganda de solidariedade que se faz nesta época, crianças carentes poderão ganhar, sim, algum brinquedo.
Prefiro lembrar que muitas pessoas tomadas pelo espírito disseminado nesta época mover-se-ão à caridade e a solidariedade com o próximo.E que você… você poderá, enfim, dar e receber o abraço daquelas pessoas que você gosta mas que por falta de “motivo” para abraçar ficou contido até agora…
Ah, como Deus escreve certo por linhas tortas. O que era para ser “apenas” a celebração do nascimento de Jesus, universalizou-se numa celebração de Fraternidade e Amor.Bem ou mal, o Amor está em toda parte!
E se ainda assim você não quiser celebrar esta data, não tem problema:Quero convidar-te a fazer como fossem Natal todos os teus dias!
(Imagem: banco de imagens Google)
Versos de Ana Acto

Ontem, morri-te nos braços
Dez, cem, mil vezes morri
Tantas , quantas vezes meu coração
Dentro deles bateu...
Ontem, morri-te nos braços
Adentrei neles tão profundamente
Que me deixei cair num abismo sem retorno
E todas as minhas mortes,
Me soaram vazias
E todas as minhas vidas , inúteis...
Ontem, morri-te nos braços
E nunca nenhuma morte
Me pareceu tão doce
Meu Amor, e sei...
Que assim foi, apenas
Por serem os teus!
E se alguma mágoa daqui levei
Foi de neles, não ter morrido antes...
Para pensar 46

Diálogo (memória)

– Quem é você?
– Eu sou a Paixão.
– Onde você mora?
– Na alma dos homens.
– Com quem você vive?
– Hoje eu vivo sozinha, mas antes eu vivia com o Amor. Um dia ele se foi, quando me viu com o Ciúmes. Conheci então a Tristeza, que era mãe da Saudade. Esta me deixou a filha Lembrança, filha também do Encanto.
– Quem são seus amigos?
– Só tenho uma amiga: a Esperança, que é inimiga do Orgulho, que vive com a Angústia.
(Imagem – banco de imagens Google)
Dia de poesia – Manuel Bandeira – Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
– Eu faço versos como quem morre.
(Imagem: foto de Maria Alice)