
São poucas minhas raízes e fortes as minhas asas
Que me levam a lugares nunca vistos
Ainda que sonhados, mas desconhecidos.
Não há medo, não há urgência ou pressa
Apenas a certeza da necessidade da partida
É preciso ir, é preciso buscar, tentar encontrar
No abstrato do desconhecido tão esperado…
Um dia a caminhada terá seu inevitável fim.
Feliz, estarei em paz, e enfim te poderei contar
Quantos rumos errados palmilhei em vão,
Por quantos atalhos assustadores transitei.
E quanto caminhos de espinhos percorri descalça
Até chegar no aconchego desse abraço.
(Imagem: foto de Nelson O’Reilly Filho)