
Olhando pela vidraça terna da vida
em busca de rebrilhos multicores,
entrevejo a paisagem do mundo
que se perde em fugaz horizonte.
Tudo tão taciturno, sombrio e frio
num esfumado assombro de silêncio.
(Onde as alegrias coloridas?)
(Onde os meigos sonhos encantados?)
No ar, somente o enigma esquecido
dos perfumes a insuflar lembrança
de rubras flores, cantando ao vento.
Nas tarder furtivas de minha vida,
olhando pela vidraçaa muda dos sonhos,
entrevejo a lírica paisagem do mundo.
(Imagem: IA)