Encostei-me a ti, sabendo que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino, frágil, Fiquei sem poder chorar quando caí. (Cecília Meireles) (Imagem: Banco de imagens Google)
Autor: Maria Alice Ferreira da Rosa
Blogueira, escritora, poeta... porque escrever é preciso
Dia de Poesia – Sophia de Mello Breyner Andresen- Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.
Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.
Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.
Vem me buscar – espaço reservado para Oswaldo Montenegro
Hoje é isso…

Espaço para Vóny Ferreira

Espaço para a poeta Ana Acto

Ontem, morri-te nos braços
Dez, cem, mil vezes morri
Tantas , quantas vezes meu coração
Dentro deles bateu...
Ontem, morri-te nos braços
Adentrei neles tão profundamente
Que me deixei cair num abismo sem retorno
E todas as minhas mortes,
Me soaram vazias
E todas as minhas vidas , inúteis...
Ontem, morri-te nos braços
E nunca nenhuma morte
Me pareceu tão doce
Meu Amor, e sei...
Que assim foi, apenas
Por serem os teus!
E se alguma mágoa daqui levei
Foi de neles, não ter morrido antes...