
"A saudade não pode ser fotografada A solidão, sim..! (Dulce Miller)
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

"A saudade não pode ser fotografada A solidão, sim..! (Dulce Miller)

De ti só quero o cheiro dos lilases e a sedução das coisas que não dizes De ti só quero os gestos que não fazes e a tua voz de sombras e matizes De ti só quero o riso que não ouço quando não digo os versos que compus De ti só quero a veia do pescoço vampira que já sou da tua luz De ti só quero as rosas amarelas que há nos teus olhos cor das ventanias De ti só quero um sopro nas janelas da casa abandonada dos meus dias De ti só quero o eco do teu nome e um gosto que não sei de mar e mel De ti só quero o pão da minha fome mendiga que já sou da tua pele.
(Imagem: banco de imagens Google)

Não éramos sequer amigos, talvez estranhos com algo em comum.. sabíamos dançar com nossas solidões, mesmo que a música não fosse tão boa. A madrugada era como um inferno de ideias barulhentas. É tudo o que me resta sobre o desconhecido. Me embriagava, mas a bebida não era minha conhecida. Era a caneta e o papel. A voz na minha cabeça me fazia perguntas e ela mesma as respondia. É uma espécie de loucura... Imaginava nossa dança, ria de mim mesma e depois caia no sono.
(Imagem: banco de imagens Google)

Quantas vezes Olhaste para mim E nem me viste Nem sequer Te apercebeste Da tristeza No meu olhar Quantas vezes Fui para ti Transparente E mesmo assim Segui em frente Quantas vezes Uma lágrima Se soltou E pela minha face Rolou Quantas vezes Apenas bastava Um abraço Que me aconchegava Descansar a cabeça No teu regaço Quantas vezes Não soava Uma palavra Na altura certa Uma frase De amor carregada Quantas vezes Não tive nada Porque teus olhos Em mim não pousavam.
(Imagem: banco de imagens Google)

Por um momento ela o encarou Como se ainda estivessem vivos Viu o mesmo olhar, a mesma intensidade Mas era tarde demais, o tempo deles se fora Levantou-se em meio à névoa que se formara E viu tudo sumir diante de si, se esvaindo na neblina Agora já estavam definitivamente mortos Morreram há muito tempo um para o outro Na distância, na ausência, no abandono
(Imagem: banco de imagens Google)