A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Espero um dia me reencontrar
Tapar esse vazio que ficou
E que a sede de amar
Que o teu adeus deixou
Volte de novo a transbordar
Dentro do meu corpo mortal
E que a chama da paixão
Que quase se apagou
Da qual quase nada sobrou
Um dia se reacenda numa chama imensa
Que nada nem ninguém possam apagar
Que essa chama se entranhe no meu peito
Que me alimente os meus sonhos perdidos
Que me faça de novo voltar a acreditar
Que me dê novamente asas para voar
Que me faça sonhar acordado
Que me dê paz em relação ao passado
Que me faça reerguer a poesia
Que ficou enterrada na memória
Com medo da dor
Que deixou a tua despedida
Que as palavras de amor
Liguem de novo as palavras
Que unem a alma e o coração
Que o poeta que existe em mim
Se reencontre novamente
E que a dor um dia
Seja apenas uma recordaçãoQue eu reencontre a minha paz
E volte de novo a ser feliz…
Deita-te em meus versos amor
Fossem eles linho puro
Branco imaculado
Tecido por virgens
Isento de pecado
E ama-me as palavras
Que em meu peito delicadas
Me perfumam
E adornam os seios
Ama-me amor
Assim...tão só ...
De meu corpo faz leito onde repouses
E que ao som da minha voz adormeças
Nas letras
Que te escrevi...
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto
Eu queria dizer, vem
Eu só sei dizer, vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Adeus
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas que não tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
– Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto “Era uma vez...”
Do lado esquerdo lhes apresento Diógenes, um pedinte que morava dentro de um barril de madeira,o mesmo foi pupilo do célebre Antístenes de Atenas, por sua vez fundador do Cinismo e notável discípulo de ninguém menos do que o próprio Socrátes.
Diógenes era natural de Sínope (hoje, uma cidade da Turquia), mas quando questionado sobre sua naturalidade, se havia ou não nascido em Atenas, respondia simplesmente que era “uma criatura natural do cosmos, e não de uma cidade nem de um estado”.
Por desprezar praticamente tudo o que considerava mundano, vivia em trapos e perambulava pelas ruas atenienses carregando uma pequena lamparina acesa. Diógenes falava que estava a procurar pelo menos um homem de verdade, um que vivesse por si mesmo, que não fosse apenas membro de um rebanho. Acabou capturado por piratas e posto a venda como escravo. No mercado, foi comprado por um nobre que lhe incumbiu da instrução de seus dois filhos.
Do lado direito o homem mais poderoso de sua época, dono de uma riqueza e território incalculáveis, Alexandre O Grande.
O imperador ouvirá falar muito sobre sua sabedoria e foi de encontro nas proximidades do porto.
Ao encontrá-lo disse a Diógenes:
“Sou Alexandre, aquele que conquistou todas as terras. Peça-me o que quiser que eu lhe darei. Palácios, terras, honrarias, escravos ou tesouros jamais vistos. O que você quer, ó Sábio?”. Diógenes, levantou os olhos e respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar . Lhe agradeço pelas ofertas, agora pare de fazer sombra e saia da frente do meu sol”.
Sim, tudo o que ele precisava naquele momento era de paz e tranquilidade, e nada que oferecessem a ele seria maior do que isso. A autossuficiência e a decisão de viver uma vida simples, criaram tamanha lucidez intelectual, que servem de exemplo até os dias de hoje sobre como viver segundo suas próprias convicções. Alexandre pensativo disse a seus companheiros, que estavam rindo da situação, “Se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes”.
*Escultura do encontro entre Alexandre e o filósofo cínico Diógenes encontra-se na cidade grega de Corinto.
Créditos : Doug Silva grupo Gigantes da literatura .