
Para pensar 24

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Se eu soubesse que esse era o último beijo, eu deixaria seus lábios colados nos meus por muito mais tempo...
Se eu soubesse que nunca mais te abraçaria, ficaria ali e não te largaria...
Se eu soubesse que nunca mais te veria, te olharia profundamente em seus olhos até impregnar sua alma em minha retina...
Mas eu não sabia...
(Autoria desconhecida)


Definir saudade?
Não consigo.
É dos sentimentos mais avassaladores que existem.
Como se descreve o vazio?
O silêncio?
A ausência?
Saudades não é só sentir falta de alguém.
É sentir a falta de como somos com esse alguém
Como traduzir em palavras aquilo que a saudade corta sem nada tocar.
Que fere.
Que magoa.
Que esvazia.
Que ecoa.
Que enlouquece.
Nada disto se assemelha à saudade que sinto.
São pequenas as palavras que a descrevem.
Definir saudade?
Não me é possível.
Talvez por a sentir tão em mim.
Talvez porque me toque na pele todos os dias.
(Imagem: banco de inagens Google)

O que é o silêncio?
Apenas a ausência dos sons?
A falta de ruídos?
O silêncio é concreto ou abstrato? Necessário ou indesejado?
O silêncio não apenas nos cobre, mas nos invade. Toma nossa alma e a faz refém.
Não da calma, mas da calmaria que antecede a tempestade.
Não do sol que aquece, mas do calor que abrasa e destrói.
O silêncio pode ser a companhia ideal em certas situações, mas pode ser o opressor que tortura em tantas outras.
Quando resulta do abandono, do descaso, da solidão dolorida de uma ausência, o silêncio é dor, faz sangrar.
Na madrugada é bem-vindo, mas nos domingos é aflitivo.
Na hora da oração é necessário, mas na hora na qual deveria haver cantos e alegria, é cruciante.
A saudade é feita de longos e cruéis silêncios.
Quantas vezes o silêncio é torturante, mais ensurdecedor do que qualquer barulho.
O silêncio é a foto que congela as ondas do mar sem seu canto, as águas tombando na cachoeira sem seu estrondo, a alegria dos pássaros depois da chuva, sem sua algazarra…
Tão antagônico, tão contrário a si mesmo é o silêncio, e, neste exato momento, tão amado e tão dolorido para mim…
(Imagem: foto de Marina Maggioni)