
Por hoje, Fernando Pessoa

Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –



Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Amelie desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de Janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.(Wikipedia)
Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Amelie desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de Janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.(Wikipedia)
Assisti “Amélia”, o filme estrelado por Hilary Swank no papel-título e Richard Gere como Georde Putnam, baseado na biografia escrita por Susan Butler, Mary Lovell e Elgen Long, com direção da indiana Mira Nair. Simplesmente fabuloso, digno se ser visto.
Mostra com bastante fidelidade parte da vida da aviadora americana Amelia Earhart.
Surpreendente a coragem dessa mulher, de se lançar em vôos – solos e acompanhada – através do Atlântico e do mundo, no tempo em que a aviaçao comercial engatinhava.
Sua aura se deve, principalmente, ao reduzidíssimo número de mulheres que o faziam naquele tempo (até nos dias atuais não há grande número de mulheres pilotando aviões).
Era um salto no escuro, uma vez que não dispunham de um meio de comunicação satisfatório com a terra, os rádios não eram tão desenvolvidos como hoje, o vôo era integralmente pilotado, não existiam aparelhos auxiliares.
O filme mostra bem como era tosca a aviação na primeira metade do século XX.
E também surpreende a personalidade de Amelia, que é livre de alma e ações.
Se a ligação dela com George Putnam se consolidou foi simplesmente porque ele a aceitou como era. Muito ilustrativa a frase que ele diz quando Amelia e Gene, amigo comum que fora amante de Amelia, a tenta demover da idéia da circunavegação, e, sem sucesso, ele vai embora desejando boa sorte à aviadora. A seu lado lhe diz o marido: “Ele não entende”, e ela sorri.
Realmente, o que mantinha unidos George e Amelia era que ele entendia: entendia a necessidade dela de voar, de se aventurar, de ir além. Sabia que a mulher não era pássaro de gaiola.
E não somente a entendia, como a auxiliava a angariar fundos para realizar seus sonhos, ajudou a comprar aviões, deu todo apoio, embora deixe patente a dor de vê-la ir-se a cada partida, porque não sabia se voltaria.
E quando Amelia não voltou George envidou todos os recursos a seu alcance para encontrá-la, ou, ao menos, descobrir o que houve.
Esse filme dá vida e cor à história encantadora e desafiante de Amelia Earhart, uma mulher que viveu além de seu tempo, que desafiou as distâncias e não se deixou dominar.
Vale a pena assistir, garanto…
(03.07.2010)

Esperança, fio invisível que nos sustenta e nos mantém vivos.
Como aquela sensação de prazer quando comemos tamarindo. Depois da acidez do primeiro bocado, vai ficando saboroso e deixa uma lembrança boa no paladar.
Assim é a esperança: depois da perda, o desespero ácido vai se desfazendo e se tornando a esperança – o gosto bom de se acreditar que tudo voltará um dia a ser como antes. Porque o desespero – desesperança – é desesperar e esperança é exatamente esperar.
A fogueira se apaga, mas brasas vivas ficam lá no fundo, cobertas de cinzas. A função da esperança é manter vivas essas brasas, e, na primeira ocasião, deixá-las tomar conta do coração e reaquecer a vida.
Viver só de esperança, porém, amarga a boca. Mas viver em estado de desesperança é morrer em vida.
Por isso a razão equilibra a emoção – alimentamos algumas esperanças e deixamos as outras, que mais machucam se não se concretizarem, desidratar e morrer.
Esperança são as flores das emoções, precisa ser cultivada, cuidada, para se manter viva. E precisamos dela para nos mantermos vivos.
A cada despertar, é a esperança que nos faz levantar e enfrentar mais um dia – se nada esperarmos, por que continuar vivendo e lutando?
14.10.2019
(Imagem: foto de Maria Alice)

Desnudos en la arena de la playa,
junto a la espuma
de las olas del mar,
una noche nos amamos
olvidándonos del mundo
y teniendo como sabana
el cielo invertido,
donde las estrellas danzaban
y el velero de nuestro amor
por nuestros cuerpos se deslizaba
con el adagio minucioso
de nuestro espíritu.
Brillantes eran tus ojos,
como estrellas fugaces
reluciendo en el vasto cielo,
que firmaban los suspiros
de nuestro amor.
Cuando la gloria alcanzamos,
cuando el deseo vaciamos,
en el dorado crepúsculo de la noche,
la luna se aupó sonriente
y llenos de ilusiones,
y mudas promesas
regresamos a nuestra morada.
Brillantes eran tus ojos,
esa noche junto al mar,
donde habíamos vivido
la pasión del deseo,
donde nos habíamos amado
sin razón y con el corazón.
Estaciones han pasado
desde el embrujo de esa noche,
de playa, olas, arrumacos
y cielo invertido;
y ahora que la plomiza niebla
cubre con espesura
nuestros días
y nuestro nietos, en nuestra cama,
dormitan y sueñan,
en nuestro sueño
las olas del mar
su espuma dejan
en nuestra playa
donde el velero de nuestro amor
aun se desliza.
¡Oh amor mio!
escucha el sonido del mar,
mira el cielo invertido
y a las estrellas danzar
mientras la luna se esconde
ante la fantasía de nuestro sueño
de viejos enamorados.
¡Oh amor mio!
amemos el pasado,
donde un día nos amamos,
que nos ha traído
hasta la senilidad
donde aún nos amamos,
como aquel día, en la playa,
junto a las olas del mar.
(Imagem: banco de imagens Google)
