A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Você, amor que virá para mim, estará na minha vida,
Como a chuva inesperada que transforma a paisagem
Seja bem-vindo desde já, sua chegada me alegra
Chegue logo, o mais cedo que você puder
Traga consigo a beleza do infinito azul do céu
O mistério dos perigos do profundo azul do mar
Todas as nuances do verde da natureza
O perfume de cada flor que surge nos campos
A transparência das águas que lavam a Terra
E a ternura que existe em cada noite de amor
Espero ansiosa sua chegada na minha vida
Trazendo a luz e o encanto para minha caminhada
Traga todos os sorrisos e todos os abraços
Tudo o que a vida me tirou e está me devendo
Porque você, meu amor, será minha redenção.
Depois de tudo te amarei como se fosse sempre antes como se de tanto esperar sem que te visse nem chegasses estivesses eternamente respirando perto de mim.
Perto de mim com teus hábitos, teu colorido e tua guitarra como estão juntos os países nas lições escolares e duas comarcas se confundem e há um rio perto de um rio e crescem juntos dois vulcões.
Uma estrela que vivia no plano mais alto do céu andava preocupada com a falta de sono.
A insónia estragava-lhe os dias, desassossegava-lhe as noites.
A estrela já quase nem brilho tinha para iluminar a madrugada fria e para anunciar a chegada da manhã.
– Não sei o que hei-de fazer para melhorar deste mal – queixou-se a estrela à sua amiga Lua, que lhe recomendou:
– Apaixona-te por um cometa e, com um beijo dele, voltarás a ficar de bem com o sono, garanto-te.
A estrela acreditou que o remédio podia resultar e, por isso, pôs-se à varanda do céu, à espera de ver passar o cometa que a curasse do incómodo da insónia.
Quando ele apareceu, foi amor à primeira vista.
O beijo veio logo a seguir e, com ele, o sono descansado de que a estrela tanto precisava.
E foi um sono prolongado e profundo que a acalmou e deixou mais segura e tranquila, numa grande paz de espírito.
Mas surgiu um problema.
A estrela pôs-se a dormir o sono solto e o cometa já nem pelo rasto podia ser localizado…
Ela ficou triste e pôs-se a chorar.
Voltou a adormecer para conseguir esquecer.
Trocou a paixão pelo sono e a felicidade pela calma desejada.
A Lua, que era sua amiga, disse-lhe ao ouvido para a animar:
– Não fiques triste, porque os cometas são como as paixões, vêm e vão mais velozes do que o vento.