
Vivia à beira-mar E à beira da loucura Amava o mar Intensamente E amava amar Com toda paixão De tanto mar De tanto amar Um dia ela se vestiu de mar E nele mergulhou para sempre...
(Imagem: banco de imagens Google)
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Vivia à beira-mar E à beira da loucura Amava o mar Intensamente E amava amar Com toda paixão De tanto mar De tanto amar Um dia ela se vestiu de mar E nele mergulhou para sempre...
(Imagem: banco de imagens Google)

Voltar a percorrer o inverso dos caminhos reencontrar a palavra sem endereço e contra o peito insuficiente oferecer a lágrima que não nos defende Recolher as marcas da minha lonjura os sinais passageiros da loucura e adormecer pela derradeira vez nos lençóis em que anoitecemos Reencontrar secretamente o fugaz encanto o perfeito momento em que a carne tocou a fonte e o sangue fora de mim procurou o seu coração primeiro
(Imagem: banco de imagens Google)

(Escrevi há um ano – acho que nada mudou)

– Quando foi a última vez que você deu aquela gargalhada solta, contagiante?
– E quando foi a última vez que você deu uma risada?
– Mas me diz: quando foi a última vez que você sorriu de verdade?
– Agora me responde: quando foi a última vez que você chorou de saudade?
Então, ela levantou o rosto, olhou para mim, e lágrimas rolavam de seus olhos…
(Imagem: banco de imagens Google)

Eu já fiz de conta que não doeu. Eu já fiz de conta que fui forte. Eu já fiz de conta que superei. Eu já fiz de conta que era indiferente. Eu já fiz de conta que ignorei. Eu já fiz de conta que não ouvi. Eu já fiz de conta que não me importei. E nesse faz de conta que é a vida, eu não tenho mais interesse em fazer de conta. Se é para ser, então que seja de verdade.
(Imagem: arte de Renata Magda)

Que ousaram semear o caos Ao inventar um sentimento maior Puro, altruísta Até lhe deram um nome, Amor... Fizeram-nos acreditar Em eternidade De laços e comunhão E que até se pode morrer de desgosto À sua rendição Malditos poetas... Que espalharam a palavra Como crença Aos tolos, solitários e carentes Os convertendo, a sua religião Acreditam em finais felizes... Vejam lá! tal houvesse, Em superação e transcendência E trazem cegas multidões Que os lêem ávidos De tal benção e salvação... E agora? Andamos em constante busca De uma metade que não se encaixa De um coração que não sangre E se ofereça inteiro Malditos poetas Que foram inventar? Uma praga Que deu ao mundo esperança E o fez acreditar Me rendo Por quem sou! Antes seja maldita o louvando Que ignorante o renegando...
(Imagem: banco de imagens Google)