
Para pensar 25

A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –


Eu sei e você sabe
já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenho medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminharam a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você.


Arrastada vai a folha, pelo vento, pela brisa
Ora para, ora voa, não tem repouso ou guarida
Tão queimada pelo sol, tão saudosa de seu galho
Segue a folha seu destino, sonha chegar ao regato
Depois de tanto sofrer, é sol, é sede, é cansaço
Finalmente vem a chuva e a leva a enxurrada
Sente a folha muita alegria, ao ser tocada pela água fresca
Vai cantando sorridente, encontrar o seu destino.
Não sabe, porém, a folha, da força de uma torrente
Quando enfim encontra o rio, está muito machucada
Folha seca encharcada, toda quebrada e rasgada
Já não pode ver o arroio, já não sente a acolhida
Assim é meu coração, seco de tanto desamor
Buscando o frescor de um querer
Sonhando com uma paixão
Que nunca irá conhecer
(19.05.2021)
(Imagem: banco de imagens Google)


Foi-se o mês de junho… com suas cantigas populares, suas festas animadas, suas comidas tão apreciadas. Missas, rezas, mastros e quermesses…
E, neste ano, veio o frio. Claro, alternado com sol, com um pouco de calor, mas, fato que não tem acontecido nos últimos anos, tivemos uma prévia de inverno.
Temperaturas baixas. Muitas reclamações (mais ou menos o tanto de reclamações que temos no verão quando a temperatura sobe à estratosfera…)
Mas a humanidade é assim, se úmido, quer seco. Se quente, quer frio. Se noite, quer dia. Se sol, quer chuva. Nunca se satisfaz nem se contenta.
Principalmente nesta época de egocentrismo e imediatismo, as pessoas estão perdendo a vida reclamando, sem perceber a maravilha da natureza.
Os dias se sucedem. Não iguais. Cada um com suas características da estação – neste ano já atravessamos um verão e um outono.
Aos 20 de junho, com a ocorrência do solstício de inverno, este teve início e se estenderá até o dia 22 de setembro.
Algumas manhãs de muita neblina, o que nos coloca em um cinzento cenário mágico, como em um sonho.
Dias curtos, noites longas.
Céu muito alto, muito azul, sem nuvens, o que torna as estrelas muito mais visíveis nas longas noites invernais, propícia ao recolhimento da alma, ao aconchego do corpo.
Ventos frios levando as folhas secas em constante canto rouco pelo chão.
Manhãs geladas e preguiçosas.
A estação mais bonita e agradável em terras tropicais onde o calor castiga.
Há beleza invernal.
Sem comparar com as outras estações, cada uma com suas características e surpresas sazonais.
E, de quebra, junto com esse frio, hoje acaba o mês de junho.
Amanhã, começaremos nossa rotineira caminhada rumo ao fim de ano.
Que venha julho e suas surpresas!
(Imagem: foto de Maria Alice)