
Dormes.
Não há no mundo senão o teu rosto.
O céu sob o teto
espera comigo que despertes.
O meu único relógio
é a sombra imóvel no chão do quarto.
A curva da terra
em tua pálpebra desenhada:
no teu sono me embalas.
Dormes-me.
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –

Dormes.
Não há no mundo senão o teu rosto.
O céu sob o teto
espera comigo que despertes.
O meu único relógio
é a sombra imóvel no chão do quarto.
A curva da terra
em tua pálpebra desenhada:
no teu sono me embalas.
Dormes-me.

Permita ser malvista,
Mal falada,
Mal avaliada!
Permita que se enganem a seu respeito,
Que deem risada pelas costas!
Permita que julguem, que cochichem,
Que acreditem saber quem você é!
Permita que “olhem torto”.
Que se afastem,
Que a excluam, que a rejeitem!
Enfrente seu maior pesadelo e que que sim,
Ele acaba em morte!
Morte desta que era escrava dos outros.
E então viva,
Viva livre,
Sem medo.
Porque o outro não mais poder sobre você.
(Imagem: banco de imagens Google)


O triste ano de 2024…
Um ano que nem deveria ter começado. Não faria falta.
Só tristezas, doenças, tragédias, insegurança…
Desde o primeiro dia esse ano está estranho. Hostil aos humanos, Aos animais. À natureza.
O mês de janeiro de 2024 foi o mais quente da história. Seguido de intensas chuvas, deslizamentos, alagamentos, perdas de vidas e patrimônios.
Guerra, mortes, atentados.
Doenças se alastrando.
O ano seguia e nada melhorava.
A cada mês, mais tristezas, mais desgraças.
Aviões caindo.
Muitos vulcões em erupção.
Chuvas de meteoros.
Asteróides ameaçadores.
Tsunamis.
Terremotos.
Mais mortos. Mais tristeza.
Assim encerramos agosto.
Em chamas.
Milhares de focos de incêndio pelo país.
Alguns mortos.
Muitas perdas na lavoura. Provavelmente muitas perdas na pecuária. Sem contar os inúmeros pássaros e animais silvestres que morreram no fogo, uma vez que as fortes rajadas de vento o espalhavam subita e invencivelmente.
Dezenas de cidades por todo o país em estado de emergência pelo fogo. É possível avistar, dos satélites, a espessa fumaça que cobre o Brasil.
Mais doenças. Mais tristeza.
E ainda há alguns meses a cumprir neste malfadado ano.
Podia terminar antes de entrar setembro.
Deixa esse final para depois.
Ou recomeça de 1° de janeiro, ou se encerra.
Sem qualquer dúvida, provavelmente o pior ano de nossas vidas. Será lembrado como O Ano das Grandes Desgraças.
O que de pior ainda nos espera nos últimos meses?
(Imagem: banco de imagens Google)
