E quando você quase desistir do amor, alguém virá e fará você acreditar de novo

Passados quase dois anos que li, acho que ainda é atual e merece ser compartilhado:

Eu não estou falando de enganos, de mentiras e de falsas promessas.

Estou falando de alguém que virá para lhe mostrar como é bom se sentir amada(o).

Aquela sensação de alguém lhe querer por inteiro e achar linda a sua risada. Eu sei que você quase desistiu do amor e talvez tenha até desistido. Pode ser que você tenha se ferido muito e acreditado que o tal amor não é para você.

Mas quando estamos cansados de conhecer pessoas, famílias e de achar que “agora é para valer” vem alguém e doma os nossos medos e nos faz acreditar que vale a pena tentar de novo, mesmo com medo, mesmo recuando e dando desculpas esse alguém sabe exatamente o que quer: você.

E sabe? Por querer tanto você esse alguém não desistirá no primeiro impasse, mas vai ignorar suas desculpas e fazer de tudo para ficar ao seu lado.

Quando menos se espera vem alguém e muda os nossos rumos, faz com que a gente queira sonhar novamente e nos mostra que a vida é muito mais do que amores frustrados.

Alguém que faz você perder a noção de tempo, que faz a madrugada virar rotina de conversa e mesmo você sendo tão sonolenta nunca pega no sono quando o assunto é esse alguém. E mesmo depois de tanto choro e de tanta dor, mesmo você quase desistindo do amor esse alguém virá não com espinhos, mas com flor, para lhe mostrar que a beleza dessa vida não faz sentido se não houver amor.

Esse alguém virá para lhe mostrar que carinho é sempre bom e que você não merece nada menos do que alguém inteiro.

Você entenderá o porquê de tantos erros e de tantos tombos nesse tal do amor. Porque quando você quase desistir, virá alguém para abalar com toda a sua rigidez. Alguém que fará seu corpo balançar apenas com um toque.

Quando menos se espera, alguém aparece e nos mostra que nunca fomos amados da maneira que merecíamos.

(Thamilly Rozendo   25 de fevereiro de 2018)

Dia de poesia – Roberto Ferrari – Razão e Loucura

Teu coração tem suas razões
Mas a minha alma chora
Por tua ausência
E fica a rimar o amor
Com as estrelas
Morrendo de saudades de ti.

Em cada canto uma tristeza
Um momento vivido
Um pranto esquecido
Talvez uma bossa nova
Para acalmar meu coração.

Sem ti minha querida
Perdi o rumo
Confundi loucura e razão
E jurei meu amor por ti
Olhando para o mar
E tendo em ti minha inspiração.

 

Dia de Poesia – Afonso Lopes Vieira – Saudades não as quero

Bateram fui abrir era a saudade

vinha para falar-me a teu respeito

entrou com um sorriso de maldade

depois sentou-se à beira do meu leito

e quis que eu lhe contasse só a metade

das dores que trago dentro do meu peito

Não mandes mais esta saudade

ouve os meus ais por caridade

ou eu então deixo esfriar esta paixão

amor podes mandar se for sincero

saudades isso não pois não as quero

Bateram novamente era o ciúme

e eu mal me apercebi de que batera

trazia o mesmo ódio do costume

e todas as intrigas que lhe deram

e vinha sem um pranto ou um queixume

saber o que as saudades me fizeram

Não mandes mais esta saudade,

ouve os meus ais por caridade,

ou eu então deixo esfriar esta paixão,

amor podes mandar se for sincero,

saudades isso não pois não as quero.

(in ‘Antologia Poética’)

Dia de poesia – Machado de Assis – Soneto de Natal

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Um homem, – era aquela noite amiga,

Noite cristão, berço do Nazareno, –  

Ao relembrar os dias de pequeno,

E a viva dança, e a lépida cantiga,

 

Quis transportar ao verso doce e ameno

As sensações de sua idade antiga,

Naquela mesma velha noite amiga,

Noite cristã, berço do Nazareno.

 

Escolheu o soneto… A folha branca

Pede-lhe a inspiração; mas frouxa e manca.

A pena não acode ao gesto seu.

 

E, em vão lutando contra o metro adverso,

Só lhe saiu este pequeno verso:

“Mudaria o Natal ou mudei eu?”

Dia de poesia – Mia Couto – A demora

O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

Mia Couto, in ” idades cidades divindades”