Cintila na noite
Riscando a escuridão
– Lindo vagalume
Caiu uma gota
com força outras vieram
começa a chover
São fortes as cores
das asas das borboletas
– flores a voar
Blog de de Alice – Alinhavando letras
A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Cintila na noite
Riscando a escuridão
– Lindo vagalume
Caiu uma gota
com força outras vieram
começa a chover
São fortes as cores
das asas das borboletas
– flores a voar
Não se há definir amar
e muito menos lhe impor regras.
Amar dispensa definições,
não cabe em simples verbetes.
Se a paixão é uma torrente,
o amor é um turbilhão.
A quem na vida coube amar
– dádiva divina,
também coube muito sofrer –
lágrimas que se misturam…
Se num momento se vai ao céu,
logo em seguida se desce ao inferno.
A dúvida é companheira constante,
um eterno desassossego:
é um bem-me-quer-mal-me-quer sem fim.
Ama-se no outro o que falta em si
e se espera ser completado.
Não se ama por uma razão,
amar não tem um por que.
É um sentir de tanto querer,
um querer de muito sentir.
Sem limites, sem regras,
sem cobranças, sem lógica,
apenas amar
Quero portas abertas
Quero janelas destrancadas
A alma escancarada
A vida sem medida
Na hora em que o amor vier
Entrará sem mesmo bater
E se a paixão transbordar
O sorriso a acolherá
Quero brisas outonais
Que espalhem as folhas secas
Com seus ruídos do passado
Quero sol de primavera
Que me traga um cheiro de flores
E as lembranças da infância
Com gosto de doces caseiros
Feitos em fogão de lenha
Quero calor de verão
Sobre a areia da praia
Um mar de poucas ondas
E paz de velas bem rizadas
Quero a intensidade do inverno
Com frio na medida certa
Um bom copo de vinho
E aconchego de um abraço
Quero ouvir música dos anjos
No vento que me acaricia
O murmúrio suave da água
Na gotas da chuva que cai
E sentir a pele se entregar
À suavidade do sol da manhã
Comungar os dons da natureza
Partilhando a beleza de viver
Quero o altivo voo das águias
Por sobre todas as cordilheiras
Quero a paz de um colibri
Quando encontra a flor buscada
Quero ouvir os sons da música
Que a andorinhas compõem nos fios
Quero escrever toda a poesia
Que só o amor pode construir
E, depois de viver tudo isso
Se alguém me perguntar
Como pude viver tão intensamente,
Direi pergunte à paixão, ela que me fez assim
Porque ela me fez tanto amar
E me fez assim tão feliz,
Só ela poderá responder
E ela dirá então: encontrei as portas abertas…
Quero portas abertas
Quero janelas destrancadas
A alma escancarada
A vida sem medida
Na hora em que o amor vier
Entrará sem mesmo bater
E se a paixão transbordar
O sorriso a acolherá
Quero brisas outonais
Que espalhem as folhas secas
Com seus ruídos do passado
Quero sol de primavera
Que me traga um cheiro de flores
E as lembranças da infância
Com gosto de doces caseiros
Feitos em fogão de lenha
Quero calor de verão
Sobre a areia da praia
Um mar de poucas ondas
E paz de velas bem rizadas
Quero a intensidade do inverno
Com frio na medida certa
Um bom copo de vinho
E aconchego de um abraço
Quero ouvir música dos anjos
No vento que me acaricia
O murmúrio suave da água
Na gostas da chuva que cai
E sentir a pele se entregar
À suavidade do sol da manhã
Comungar os dons da natureza
Partilhando a beleza de viver
Quero o altivo voo das águias
Por sobre todas as cordilheiras
Quero a paz de um colibri
Quando encontra a flor buscada
Quero ouvir os sons da música
Que a andorinhas compõem nos fios
Quero escrever toda a poesia
Que só o amor pode construir
E, depois de viver tudo isso
Se alguém me perguntar
Como pude viver tão intensamente,
Direi pergunte à paixão, ela que me fez assim
Porque ela me fez tanto amar
E me fez assim tão feliz,
Só ela poderá responder
E ela dirá então: encontrei a porta aberta…

Não morra por mim
Talvez eu nem exista
Sou parte de sonho,
imaterial, leve e etérea
Não sou real
Nem estou aqui de verdade
Sou apenas o que sobrou
de tudo que alguém um dia sonhou
E eu vou me desfazer no ar
No nosso primeiro abraço
As nossas mãos se encontraram e se entrelaçaram
mas não foram apenas minhas mãos que você tocou,
como também não foram apenas suas mãos
que apertei entre as minhas mãos
naquele intenso, eterno e breve momento
em que nossos olhos se viram e nossos olhares se cruzaram.
Entramos dentro da alma, um do outro. Então
suavemente nossos corpos se tocaram
e no ritmo do desejo se enlaçaram
em um abraço de amor e rendição.
Na paz do instante em que fomos apenas um:
dois corpos unidos no abraço acontecido.

Senti meu coração bater junto do seu.
Seu sangue corria tentando se misturar ao meu.
Momento divino, anjos aplaudiram,
estrelas surgiram para nos ver.
A noite chegava aos poucos,
prometendo a lua dos namorados.
Todos os sons mundanos cessaram, só ouvimos nossa respiração.
Então a magia cessou, os corpos se afastaram;
os olhares, constrangidos, se voltaram a outras direções
e as mãos se soltaram, tímidas e envergonhadas
por terem proporcionado aquele abraço infinito
que durou eternamente por alguns segundos.
Um breve, fugaz e infinito momento nos uniu novamente
Antes que a nova separação se impusesse entre nós dois.
Mas aqui na minha alma você permaneceu,
deixando um rastro de querer dentro de mim.
E arrancou um pedaço de meu ser
e o levou consigo, para sempre, em sua alma