Haicais – poesia da natureza

 

 

  Cintila na noite

Riscando a escuridão

   – Lindo vagalume

 

 

                                         Caiu uma gota

                               com força outras vieram

                                     começa a chover

 

 

 

     São fortes as cores

das asas das borboletas

      – flores a voar

 

 

 

Amar (Dia de poesia, ou, dos namorados)

Não se há definir amar

e muito menos lhe impor regras.

Amar dispensa definições,

não cabe em simples verbetes.

Se a paixão é uma torrente,

o amor é um turbilhão.

A quem na vida coube amar

– dádiva divina,

também coube muito sofrer –

lágrimas que se misturam…

Se num momento se vai ao céu,

logo em seguida se desce ao inferno.

A dúvida é companheira constante,

um eterno desassossego:

é um bem-me-quer-mal-me-quer sem fim.

Ama-se no outro o que falta em si

e se espera ser completado.

Não se ama por uma razão,

amar não tem um por que.

É um sentir de tanto querer,

 um querer de muito sentir.

Sem limites, sem regras,

sem cobranças, sem lógica,

apenas amar

Um pouco de minha poesia

Quero portas abertas

Quero janelas destrancadas

A alma escancarada

A vida sem medida

Na hora em que o amor vier

Entrará sem mesmo bater

E se a paixão transbordar

O sorriso a acolherá

 

Quero brisas outonais

Que espalhem as folhas secas

Com seus ruídos do passado

Quero sol de primavera

Que me traga um cheiro de flores

E as lembranças da infância

Com gosto de doces caseiros

Feitos em fogão de lenha

 

Quero calor de verão

Sobre a areia da praia

Um mar de poucas ondas

E paz de velas bem rizadas

Quero a intensidade do inverno

Com frio na medida certa

Um bom copo de vinho

E aconchego de um abraço

 

Quero ouvir música dos anjos

No vento que me acaricia

O murmúrio suave da água

Na gotas da chuva que cai

E sentir a pele se entregar

À suavidade do sol da manhã

Comungar os dons da natureza

Partilhando a beleza de viver

 

 Quero o altivo voo das águias

Por sobre todas as cordilheiras

Quero a paz de um colibri

Quando encontra a flor buscada

Quero ouvir os sons da música

Que a andorinhas compõem nos fios

Quero escrever toda a poesia

Que só o amor pode construir

 

E, depois de viver tudo isso

Se alguém me perguntar

Como pude viver tão intensamente,

Direi pergunte à paixão, ela que me fez assim

Porque ela me fez tanto amar

E me fez assim tão feliz,

Só ela poderá responder

E ela dirá então: encontrei as portas abertas…

Portas abertas

Quero portas abertas

Quero janelas destrancadas

A alma escancarada

A vida sem medida

Na hora em que o amor vier

Entrará sem mesmo bater

E se a paixão transbordar

O sorriso a acolherá

Quero brisas outonais

Que espalhem as folhas secas

Com seus ruídos do passado

Quero sol de primavera

Que me traga um cheiro de flores

E as lembranças da infância

Com gosto de doces caseiros

Feitos em fogão de lenha

Quero calor de verão

Sobre a areia da praia

Um mar de poucas ondas

E paz de velas bem rizadas

Quero a intensidade do inverno

Com frio na medida certa

Um bom copo de vinho

E aconchego de um abraço

Quero ouvir música dos anjos

No vento que me acaricia

O murmúrio suave da água

Na gostas da chuva que cai

E sentir a pele se entregar

À suavidade do sol da manhã

Comungar os dons da natureza

Partilhando a beleza de viver

Quero o altivo voo das águias

Por sobre todas as cordilheiras

Quero a paz de um colibri

Quando encontra a flor buscada

Quero ouvir os sons da música

Que a andorinhas compõem nos fios

Quero escrever toda a poesia

Que só o amor pode construir

E, depois de viver tudo isso

Se alguém me perguntar

Como pude viver tão intensamente,

Direi pergunte à paixão, ela que me fez assim

Porque ela me fez tanto amar

E me fez assim tão feliz,

Só ela poderá responder

E ela dirá então: encontrei a porta aberta…

Abraço

As nossas mãos se encontraram e se entrelaçaram

mas não foram apenas minhas mãos que você tocou,

como também não foram apenas suas mãos

que apertei entre as minhas mãos

naquele intenso, eterno e breve momento

em que nossos olhos se viram e nossos olhares se cruzaram.

 

Entramos dentro da alma, um do outro. Então

suavemente nossos corpos se tocaram

e no ritmo do desejo se enlaçaram

em um abraço de amor e rendição.

Na paz do instante em que fomos apenas um:

dois corpos unidos no abraço acontecido.

 

Senti meu coração bater junto do seu.

Seu sangue corria tentando se misturar ao meu.

Momento divino, anjos aplaudiram,

estrelas surgiram para nos ver.

A noite chegava aos poucos,

prometendo a lua dos namorados.

 

Todos os sons mundanos cessaram, só ouvimos nossa respiração.

Então a magia cessou, os corpos se afastaram;

os olhares, constrangidos, se voltaram a outras direções

e as mãos se soltaram, tímidas e envergonhadas

por terem proporcionado aquele abraço infinito

que durou eternamente por alguns segundos.

 

Um breve, fugaz e infinito momento nos uniu novamente

Antes que a nova separação se impusesse entre nós dois.

Mas aqui na minha alma você permaneceu,

deixando um rastro de querer dentro de mim.

E arrancou um pedaço de meu ser

e o levou consigo, para sempre, em sua alma