Amar (Dia de poesia, ou, dos namorados)

Não se há definir amar

e muito menos lhe impor regras.

Amar dispensa definições,

não cabe em simples verbetes.

Se a paixão é uma torrente,

o amor é um turbilhão.

A quem na vida coube amar

– dádiva divina,

também coube muito sofrer –

lágrimas que se misturam…

Se num momento se vai ao céu,

logo em seguida se desce ao inferno.

A dúvida é companheira constante,

um eterno desassossego:

é um bem-me-quer-mal-me-quer sem fim.

Ama-se no outro o que falta em si

e se espera ser completado.

Não se ama por uma razão,

amar não tem um por que.

É um sentir de tanto querer,

 um querer de muito sentir.

Sem limites, sem regras,

sem cobranças, sem lógica,

apenas amar

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