A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Se tu mi rivenissi incontro vivo,
Con la mano tesa,
Ancora potrei,
Di nuovo in uno slancio d'oblio, stringere,
fratello, una mano.
Ma di te, di te più non mi circondano
Che sogni, barlumi,
I fuochi senza fuoco del passato.
La memoria non svolge che le immagini
E a me stesso, io stesso
Non sono già più
Che l'annientante nulla del pensiero.
Saudades! Sim… Talvez… e por que não?… Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?… Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!
Não diga nada.
Apenas ouça meu silêncio.
Em silêncio.
Ouça tudo que meu silêncio diz
Mesmo que eu não o possa dizer
Por mim ele diz tudo para você
Mesmo que você não o queira ouvir
Ele irá dizer, tudo dirá por mim
Diz que ainda amo você
Que a paixão existe e me domina
E também que jamais o esquecerei
E para sempre esperarei sua volta
Ele diz que sua partida me destruiu
E vivo imersa em mágoas e lágrimas
Que a minha vida perdeu todo o encanto
Apenas ouça o que meu silêncio diz
Enquanto pensa no que você
Também gostaria de me dizer
Mas não, não diga nada
Seu silêncio de todos esses meses
E a forma como você me deixou
Já disseram tudo por você
Não precisa dizer mais nada
Mas não fuja, enfrente:
Ouça, agora, o meu silêncio
E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos, de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.