Quem nunca?????
Autor: Maria Alice Ferreira da Rosa
Tempo (Memória)

O tempo, atemporal, nada nos pergunta nem nos concede
Apenas, inexorável, nos vê passar
O tempo é passado, é presente, é futuro
É tudo e é nada, nos busca e nos leva
Ah tempo, não quero passar
Quero ficar, permanecer, estagnar
Não quero as noites sucedendo os dias
Não quero marcar anos em calendários vividos
Traz de volta, tempo, meus dias, meus anos
Passei sem viver, sem ver, sem gozar
Onde está minha vida, minha juventude?
Traz de volta, tempo, minha vida
Foi muito rápido, não vivi tudo o que queria
Deixa-me voltar, tempo, aos anos já idos
Deixa-me viver mais devagar uma vida nova
Tempo, sua crueldade me assusta
Eu passei, tempo, e você, impassível,
Não me alertou que o fim se anunciava
Deixa, tempo, que eu volte
Não vivi tudo o que pretendia…
(Imagem: banco de imagens Google)
Dia de poesia – Pedro Duarte Domingos Martins – Deixa entrar

Deixa entrar o vento que sopra lá fora
Que bate no vidro da tua janela
Que carrega em si um beijo meu
Um sopro de saudade
Deixa entrar e recebe esse beijo
De quem pensa sempre em ti
Que te escreve nas linhas da poesia
A história desse amor que vive no meu peito
Sei que dormes profundamente
Mas enquanto dormes abraçada no cobertor
Um poeta está acordado a pensar em ti
Que te escreve palavras de amor
Não para que saibas o quanto te ama
Mas porque a sua alma assim o pede
Que todo o amor que corre nas suas veias
Se transcreva nessas folhas de papel
Para que tenhas sempre uma recordação
Sempre que sintas saudades
Para que em silêncio me leias
E me possas compreender um pouco melhor
Mas esta noite peço-te que despertes
Escuta o vento que sopra lá fora
Que bate gentilmente na tua janela
Pedindo para entrar
Para que possas receber um beijo meu
Um beijo carregado de saudade
Um beijo cheio de amor
Um beijo de um poeta que pensa sempre em ti
Desde o acordar ao adormecer
Um poeta que nos teus olhos consegue ver
A poesia mais bonita alguma vez escrita
Que reluz no meu olhar
Cada palavra tão bonita
Abre a janela e deixa o vento entrar
E num sopro te entrega um beijo meu
Um beijo cheio de saudade…
(Imagem: banco de imagens Google)
Franciane Costa – De vez em sempre você vai lembrar de mim!

Você vai lembrar de mim seja quando passar em frente a alguma livraria e ver o livro que eu sempre dizia ser muito bom, seja quando você abrir o jornal e lá estiver uma crônica da Martha Medeiros, ou quando veres algum livro do Érico Veríssimo.
Seja pelo som de algum riso calmo e fácil, seja quando seu telefone tocar no meio da tarde ou em plena madrugada, seja pela minha fixação em português.
Quando você estiver na locadora, ou quando passar na televisão aquela comédia romântica que eu tanto gostava, você vai lembrar de mim. E não adianta negar, nós dois sabemos que neste momento é em mim que você vai estar pensando.
Você vai lembrar de mim nas sextas à noite te esperando no portão, ou quando alguém te oferecer um chimarrão e você tomar só para agradar.
Você vai lembrar de mim abrindo a porta do seu carro, você vai pensar em mim quando alguém se atrever a te dar ‘um beijo de esquimó’, você vai rir e quem sabe quase sussurrar meu nome.
Você vai lembrar de mim quando no rádio tocar “porque eu preciso dela, sou dela…”, quando você escutar algum pagode, vai lembrar de mim tentando converter teu gosto musical, ou quando alguém preferir lacta branco a qualquer outro tipo de chocolate, você vai tentar disfarçar, mas meu sorriso vai ecoar no seu pensamento e de vez em sempre, você vai lembrar da menina que te perguntava indignada: O que tu ta me olhando?!
Você vai lembrar de mim, não adianta. E sabe como eu sei que você vai? Porque eu tô aqui assistindo um vídeo do seriado Guerra e Paz, e não consigo fazer outra coisa, a não ser pensar em você!
(Imagem: banco de imagens Google)
Parei (autoria desconhecida)
Parei de insistir onde não havia o que estava procurando.
Parei de esperar em cadeiras ocupadas.
Parei de colocar minhas expectativas em pessoas ocupadas.
Parei de fingir que o outro entendia.
Parei de colocar meus olhos e esperança em corações que não queriam bater ao meu lado.
E então…magia aconteceu…
Voltei para mim, como o único destino possível.
Voltei para mim, como a única maneira disponível.
Voltei para mim, como a única reunião pendente.
Voltei para mim e pude ver as feridas, as cicratrizes, as dores e minha alma desidratada, pedindo água.
E eu me aceitei.
Eu acariciei.
Eu me perdoei.
Deitei no meu ombro.
Eu me nomeei com minha própria voz.
E eu me encontrei diferente.
Eu me tenho de novo.
E então…magia aconteceu…
Eu tenho as chaves das portas que quero abrir.
Aqui dentro.
Lá fora, existem apenas os bloqueios.
Mas eu decido onde e como isso depende de mim.
Eu decido para onde.
Eu escolho como …
Eu escolho com quem …
Eu decido o que eu quero …
Eu decido o que mereço … e o que não!
E a magia aconteceu para mim, porque ela nunca partiu, porque ela sempre viveu em mim, mas ela não me permitiu vê-la, por rejeita-la e então desci às minhas sombras e me levantei novamente, me abracei, me aceitei e ainda estava viva.
Com força e fé.
(Créditos: WitchWolf _ Lua de Panô)
