A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Autor: Maria Alice Ferreira da Rosa
Blogueira, escritora, poeta... porque escrever é preciso
Neste deserto em que sozinha eu caminhava
A areia queimava meus pés cansados
Enquanto o vento cortava minha face
O sol inclemente me causticava pele
Mas eu precisava seguir, sempre adiante
Ainda que a sede me tirasse as forças
E a tristeza dominasse minha alma
Quando acreditei não mais poder prosseguir
eu encontrei você – feito de verde paz
Era água, era sombra, era aconchego
E você me abriu os braços como um oásis
Deixei-me assim acolher, sedenta e carente
Fora longa a caminhada pelas quentes areias
Em você eu fiquei, recostei, descansei
Sua sombra acalmou o calor da minha pele
Sua água matou a sede de tanto tempo
Seu abraço apagou o cansaço do caminho
Ali ficamos, eu deserto abrigada em seu frescor
Você oásis se alimentando de meu deserto
Mas um dia foi preciso partir – é a vida
Eu, nômade, sempre a partir e a buscar
Você oásis, sempre a ficar e a abrigar
Deixei seu aconchego, seu seguro abrigo
E em lágrimas parti em busca de mim
Você, imóvel, chorando a minha partida
Assim nos separamos. Trouxe sua água em mim
Deixei minha areia para sempre em você
Eu não podia ficar e nunca voltaria
Você não podia partir e me disse adeus
Para sempre viveríamos dessa doce lembrança:
Você, o oásis no deserto de minha vida
Eu, deserto e vida, em você, oásis
(Imagem: banco de imagens Google)
Não querer sentir pode ser amar
Desistir pode ser continuar
a vida é feita de enigmas
de jogos e muito sofrimento.
A maior de todas as derrotas
não é perder a luta ou batalha
mas a maior derrota é desistir.
O destino põe todos à prova:
passa rasteira, dá golpe baixo,
para testar a capacidade
da resistência de cada um.
Por isso, não desista de nada -
Nem da vida, de mim, nem de você,
insista, persista, permaneça
que só vale a pena viver a dois. Tenha sempre sua alma aquecida. Nunca deixe seu coração esfriar. Ou o amor morrerá de frio.Venha, segure sempre a minha mão.
Sua asa solitária nunca o
levará ao alto ou longe que
sonhou. Use a minha. Vamos juntos.
Vamos voar além da realidade
Vamos voar todos nossos sonhos...
(Imagem: banco de imagens Google)
Adoro reticências...Aqueles três pontos intermitentes
que insistem em dizer que nada
está fechado, que nada acabou,
que algo sempre está por vir!
A vida se faz assim!
Nada pronto, nada definido.
Tudo sempre em construção.
Tudo ainda por se dizer...Nascendo...
Brotando...
Sublimando...
Vivo assim...
Numa eterna reticência...Para que continuar ponto final!
O que seria de nós sem a
expectativa de continuação...
(autoria desconhecida)
A vida nada mais é que uma sucessão de emoções – sonhos, desejos, satisfações, frustrações, tristezas, alegrias, esperança e desesperança. Às vezes quando estamos realmente felizes, freamos nosso sentir, por medo da tristeza que virá em seguida para cobrar o preço da felicidade. Como se não tivéssemos o direito de sermos felizes.
E todas essas emoções se sucedem – por vezes se atropelam – em nossa alma e nos deixam sem norte.
Hoje você vai dormir feliz, satisfeita, cheia de esperanças de realizar um sonho. A madrugada, com suas mãos frias e invisíveis, revira tudo e de manhã você desperta imersa em tristeza, frustração, desesperança e sem nenhuma alegria.
O que houve, se você apenas adormeceu? Adormeceu em um mundo e despertou em outro? Que magia é essa que transformou sua vida enquanto você não velava pelo seu destino, pelo seu amor? Ingenuidade, excesso de confiança? Sua certeza de ter as rédeas da vida em suas mãos, e que, portanto, só haverá mudança de acordo com seu querer?
Mas o destino é traiçoeiro, prepara mil armadilhas. E quando você relaxa, acreditando que finalmente atingiu seu nirvana, cruel turbilhão surge arrasando tudo e você percebe que, na verdade, nunca deteve as rédeas da vida, e que suas mãos sempre estiveram – agora estão mais ainda – completamente vazias.