A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Quando bate a saudade dolorida, quando a tristeza embaça o encanto, só nos resta o grande Poetinha…
Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas Nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Sim queria tanto, que o único caminho livre que escontrei foi esquecer-te. Apagar-te para sempre do passado que não queria lembrar.
Por isso, resolvi aproveitar todo o meu tempo livre para voar. Ganhei asas e fui em busca de outros sonhos, em busca de outros braços para abraçar.
De repente tu já não tinhas a dimensão do meu sonho. Tive que pedir ao tempo para me emprestar horas para te esquecer.
Queria-te tanto que já não conseguia medir esse amor. Não existiam em mim kilometros suficientes para alcançar a paixão que tinha ficado esquecida no passado.
E, na dúvida, deixei o tempo continuar o seu percurso.
Tu tinhas deixado de ser o ponteiro certo para o meu relógio e era tempo de acertar o meu fuso horário. As horas passariam a ser o que eu quisesse fazer com elas. Tinha todo o tempo do mundo para te esquecer. (…)
(Imagem: acompanha o texto original do blog citado)