Poesia da casa – A dor da ausência

O POETA E A ROSA — Vinícius de Moraes | SEMPREVIVA!
A dor dessa ausência tão sofrida

quanto inesperada e nunca desejada
que levou consigo o sorriso e a paz
a alegria, a paixão e a vontade de viver

A dor dessa ausência tão sofrida
como um barco abandonado no velho porto,
um cais esquecido, do amor passado,
mãos que não se tocam, olhos que não se veem


Essa dor tão intensa e tão sofrida
que apaga o sol e torna os dias tão cinzentos

desce dos olhos e rola pelas faces de forma de gotas:

lágrimas da chuva que congela um coração castigado


Essa ausência tão dolorida e insuportável
que tem contornos de uma presença constante
de quem partiu deixando um lugar vazio
que jamais poderá ser novamente preenchido


A ausência concreta da presença abstrata
como a flor esquecida no meio do caminho
preenchido apenas das pegadas solitárias
onde antes se caminhava unidos aos pares

Tudo isso rompe a alma e tira a paz e a alegria
torna o viver uma carga quase insuportável

e sangra a ferida eterna que nunca se fechará

na dor dessa ausência tão sofrida


(Imagem: banco de imagens Google)

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