A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Aqui, a blogueira dialoga com o Poeta, enquanto ouvem uma das mais lindas canções de sua extensa obra…
Se ela tivesse a coragem de morrer de amor (e eu teria, e eu tenho, toda a coragem tanto para morrer quanto para viver de amor a seu lado)
Se não soubesse que a paixão traz sempre muita dor, (mas isso eu sei, talvez saiba mais que tantos que já pensaram saber, mas insisto na paixão, mesmo assim)
Se ela me desse toda devoção da vida, num só instante, sem momento de partida. (Eu a daria. Toda a devoção e até a própria vida. E não partiria nem te veria partir. Jamais.)
Pudesse ela me dizer o que eu preciso ouvir. (eu podia e o diria, com todo amor, diria tudo e ainda mais, se você pudesse me ouvir).
Que o tempo insiste porque existe um tempo que há de vir,(e juntos teríamos todo esse tempo para amar, amar e sempre amar)
Se ela quisesse, se tivesse essa certeza, de repente, que beleza, ter a vida assim ao seu dispor. (você não percebeu, mas eu quis, eu tive essa certeza e sonhei com essa vida a meu dispor)
Ela veria, saberia que doçura, que delícia, que loucura, como é lindo se morrer de amor… (eu vi e eu sabia, e ainda mostraria a você como é ainda mais lindo se viver de amor…)
Ah, Poeta, mas nada disso aconteceu. Você cantou, eu ouvi, e me encantei. E isso foi tudo. Você é eterno, imortal. Seu canto nunca se foi. Sua poesia jamais morrerá. E o encanto ficará para sempre.
Chegara enfim o mesmo que partira: a porta aberta, e o coração voando ao encontro dos olhos e das mãos. Velhos pássaros, velhas criaturas, almas cinzentas plácidas passando – somente a amiga é como o melro branco!
E enfim partira o mesmo que chegara: o horizonte transpondo o pensamento e nas autoras plácidas passando o doce perfil da amiga adormecida. Desejo de morrer de nostalgia da noite dos vales tristes e perdidos… (foi quando desceu do céu a poesia como um grito de luz nos meus ouvidos…)
(Soneto simples)
“Toco violão, de ouvido. E faço sambas de bossa.
Garoto, lutei “jiu-jitsu”. Razoavelmente. No tiro
Sobretudo em carabina sou quase perfeito. As coisas
Que mais detesto: viagens, gente fiteira, fascistas,
Racistas, homem avarento ou grosseiro com mulher.
As coisas de que mais gosto: mulher, mulher e mulher
(com prioridade da minha), meus filhos e meus amigos.
Ajudo bastante em casa pois sou um bom cozinheiro.” (Vinicius, por Vinicius)
Nessa semana dedicada ao Inesquecível Vinicius, em homenagem ao aniversário do Poeta, comemorado no dia 19.10, não poderia faltar esse poema. Ouvir essa proposta da voz do Poeta, em um sentimento nascido de sua alma e traduzido em seus versos é o sonho de todas as musas…
Se você quer ser minha namorada Ah, que linda namorada Você poderia ser Se quiser ser somente minha Exatamente essa coisinha Essa coisa toda minha Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento De só ter um pensamento Ser só minha até morrer E também de não perder Esse jeitinho de falar devagarinho Essas histórias de você E de repente me fazer muito carinho E chorar bem de mansinho Sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada Você quer ser minha amada Minha amada, mas amada pra valer Aquela amada pelo amor predestinada Sem a qual a vida é nada Sem a qual se quer morrer Você tem que vir comigo em meu caminho E talvez o meu caminho seja triste pra você Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos Os seus braços o meu ninho No silêncio de depois E você tem que ser a estrela derradeira Minha amiga e companheira No infinito de nós dois