Vírgula, ponto-e-vírgula, ponto final.

A importância da pontuação na redação! - Redação Perfeita

Quantas vezes tememos usar a pontuação adequada à nossa vida, e prorrogamos situações que se arrastam inutilmente.

A vida não volta.

Tudo o que aconteceu no passado, é lá que deve ser deixado: no passado.

O que foi nunca mais será.

O ontem é fato consumado.

Trazemos as mãos repletas de vírgulas e pontos de interrogação, mais alguns de exclamação e ainda alguns “dois pontos, travessão”…

Mas escondemos os pontos finais nos fundos dos bolsos para não os usarmos.

E assim vamos ora empurrando a vida, ora por ela sendo empurrados.

Precisamos de todos os sinais gráficos de pontuação para que a narrativa da vida tenha sentido.

A falta da pontuação é tão danosa quanto sua abundância desnecessária.

Por isso é de ser usada com cautela.

Timidamente colocamos um ou outro ponto final – geralmente lá em cima, em algo que há muito já ficou para trás. Sentimo-nos constrangidos em fazê-los nas situações presentes, por receio de causar mágoas e rupturas irrecuperáveis.

E não vemos quantos desses pontos são postos em nós, interrompendo sonhos, paixões, trajetórias de nossa vida.

Quantas vezes tentamos virar as páginas no existir, sem colocar um ponto final, porque temos a tênue esperança de que não houve um fim, mas mera pausa…

Difícil é chegar à conclusão e tomar a decisão, não apenas de colocar o ponto final e virar a página, mas de, definitivamente, fechar o livro que a releitura machuca mais que o esquecimento.

Odeio muita tecnologia

Cave exploring - Caribbean Club Bonaire

A facilidade da internet é inversamente proporcional à sua pressa e/ou à sua necessidade.

Há dias que só tenho problemas com toda essa – cara – porcariada que mantenho tentando conseguir acompanhar lives, seja aula, seja entrevista, seja lá o que for, entre outras coisas medonhas que esse isolamento desgraçado nos impõe.

Muitas vezes sequer conseguirmos ler um e-mail. E a explicação nunca é a falha do serviço porco que as operadoras nos entregam, mas sempre é culpa do consumidor: o chique da hora é alegar excesso de acesso.

Ou o computador não liga e o notebook trava.

Ou a bateria de um acaba ou o wi-fi desmaiou e não volta. Ou os milhares de programas que você ou seu técnico instala não funcionam mais.

Ou seja, você quer seguir uma aula, precisa entrar em contato com uma pessoa – a maioria agora só atende via whatsapp (o que, por si só, é o horror dos horrores) e tudo falha.

Você precisa dos resultados dos exames clínicos e o laboratório só fornece via internet – mas as senhas não funcionam ou o programa do laboratório requer um software diferenciado para fornecer o que você precisa.

E assim vai a vida, onde se perdem horas tentando fazer essas coisas funcionarem.

Ao longo de uns trinta anos de computação, pelo menos sei a diferença entre software e hardware: software é o que você xinga e hardware é o que você chuta.

Os programas hoje se assemelham aos médicos especialistas: enquanto estes sabem cada vez de cada vez menos, os softwares servem cada vez mais para cada vez menos.

Meu sonho de consumo hoje em dia não é um iPhone 12. Mas sim desconectar televisão e internet da minha casa e da minha vida.

Vou procurar um caverna para morar e tentar viver em paz.

Em testamento

COMO ASSIM? Menina de 18 anos se prepara para casar com seu próprio pai  após dois anos de namoro - Conexão Três Pontas

Comigo eu trago mais de 23.000 ontens,

por isso sei que me restam poucos amanhãs

Fiz muitos de meus caminhos – nem sempre segui

aqueles já traçados por outros pés, porque

eu não queria atingir só os mesmos pontos de

chegada que outros, antes, já alcançaram

Viajei países, conheci o céu e, solitária,

atravessei o inferno; a tudo sobrevivi.

Foram tantas vírgulas nesta minha vida

tantos pontos finais e outros de interrogação…

Tive tantas perguntas sem conseguir respostas

Contei tantas estrelas, para esquecer logo depois

Mas sei que chegará, em breve, a hora de partir

para uma última viagem – esta, sem volta

Enfrentarei. Com coragem e sem lamentos.

Passei na vida por todos os ângulos vistos:

Agudos, retos, obtusos e rasos

Aparei muitas arestas pontiagudas

Escalei montanhas feitas de pura areia

Mergulhei em águas gélidas, rodei em tantas

correntezas, feri-me em pedras e sequei ao sol.

Junto de tantas linhas retas e duras que desafiei

também vi as curvas do mar e do infinito

ao se encontrarem no ponto mais distante do olhar

A mim, me foi dado contemplar o belo,

Ouvir os pássaros e o som dos violinos

E me emocionar com a arte, com a perfeição,

Conhecer o amor e viver a paixão infinita,

E, dentre todos – retas, ângulos e curvas,

nada eu amei mais, ou me fez mais feliz

do que o encontro sempre perfeito e ideal

de nossos côncavos e convexos se completando

nas curvas de um abraço tão apaixonado

no aconchego de nossas noites de amor.

Minha solidão é só minha

Prisão - Joana D'arc

Quem é minha companhia, que nunca me abandonou?

Quem anda comigo na vida, não se afasta e não me deixa?

Aonde vou, vai a meu lado, onde paro, ali faz morada?

Porque nunca vou só – ela, a solidão me acompanha.

Eu não temo a solidão – ela é a mais fiel companheira

Ensina-me do amor, ensina-me do amar, ensina-me do sofrer

Porque a solidão conhece todos os segredos da vida

Andou pelo mundo todo, passou por todos os corações

Esteve em todas as festas, acompanhou todos os enterros

E, desde sempre, não me deixa sozinha um instante sequer.

Por isso sigo tranquila, a solidão estará sempre a meu lado

E não, eu não tenho medo da solidão.

O que temo, nesta vida,

Do que realmente eu sinto medo, não é, e nunca foi da solidão

Na verdade, eu só tenho medo é do abandono…

Ideias sem fios

Fios soltos, pensamentos emaranhados e sentimentos desalinhados...: Fios  Soltos...

Olho-me no espelho e penso:

Enquanto outras mulheres

Envelheceram loiras,

Eu fiquei grisalha…

No brilho de uma estrela

saudade viva de uma paixão

Lembranças são apenas

saudades de quem partiu

Se você viver até 2083, poderá testemunhar duas estrelas colidirem

No risco do lápis

Na palma da mão

A rota do amor

Poesia e paixão

A Mão Da Quiromancia Ou Da Quiromancia Com Sinais Dos Planetas E O Projeto  Tirado Dos Sinais Do Zodíaco Mão Preto E Branco Isolar Ilustração do Vetor  - Ilustração de mão, preto:

Os lábios beijados

Guardaram o gosto.

Se foram os beijos

Restou só desgosto.

A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953) | Cinema & Debate

Dia de Poesia – Manuel Bandeira – Desesperança* / Consoada**

As dores da Alma | Orelhas de Vidro

*

Esta manhã tem a tristeza de um crepúsculo.

Como dói um pesar em cada pensamento!

Ah, que penosa lassidão em cada músculo…

O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento

que dá medo… O ar, parado, incomoda, angustia…

Dir-se-ia que anda no ar um mau pressentimento.

Assim deverá ser a natureza um dia,

Quando a vida acabar e, astro apagado, a Terra

Rodar sobre si mesma estéril e vazia

O demônio sutil das nevroses enterra

A sua agulha de aço em meu crânio doído.

Ouço a morte chamar-me e esse apelo me aterra

**

Quando a indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

– Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.