A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
é urgente destruir certas palavras.
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros e a luz impura até doer.
É urgente o amor, é urgente permanecer
Não marquei o caminho
Nem segui meus próprios passos Nem deixei pegadas
Apenas caminhei – fui adiante
Sem rumo, sem paradas
Sem querer ir nem querer ficar
Sou caminhante nesta vida
Passei por tantos lugares
Dos quais não me lembro o nome
Nem mais sei a direção
Sigo num só sentido
Seguindo o vento que me engana
Buscando o mar que me espera
Olhando as estrelas que me guiam
Chegarei. Um dia sei que chegarei
No lugar para onde vou
No lugar onde haverá amor
E, quem sabe, até mesmo
Poderei dizer “eu sou feliz”
Hoje, 28 anos de uma das cenas mais tristes que nenhum brasileiro jamais esquecerá – aquele terrível acidente em uma curva em Ímola, GP da Itália, 1994.
Ali se encerrava a notável carreira do piloto Ayrton Senna, brasileiro, paulista, Corinthiano.
Nunca mais as madrugadas com respiração suspensa na frente da TV acompanhando sua coragem, seu desempenho inigualável.
Nunca mais a pequena Bandeira do Brasil tremulando sobre o cockpit na volta de mais uma vitória. E nosso orgulho explodindo ao ver seu sorriso no degrau mais alto do podium, lugar que era seu por direito e destino.
Tudo já se falou. Pouco a falar desse rapaz extraordinário, seja como piloto, profissional, filho, brasileiro…
O que falar sobre o mais absoluto silêncio nas ruas de São Paulo, na triste trajetória do carro de bombeiros levando seu esquife…
Senna, nosso piloto maior, “sua” música nos emociona até hoje…